Nada escapa aos olhos do Criador
A mentira é efêmera e o tempo se encarrega de apagar sua lembrança; a verdade, porém, é perene.

Foto: Stefan Steinbauer/ Unsplash
Redação (20/06/2026 14:46, Gaudium Press) “As palavras voam, a escrita permanece”, diz um antigo ditado. De fato, quão imensurável é a quantidade de frases, considerações e discursos que se volatilizaram ao longo da História!
Entretanto, muitas vezes a própria palavra escrita perece. Onde se encontram todos os impressos produzidos desde Gutenberg? Muitos desapareceram sem deixar vestígio. Seja qual for o destino das palavras faladas ou escritas, uma coisa é certa: a verdade — essa sim! — é perene. A mentira, os sonhos fantasiosos e outros delírios do gênero têm curta duração; o tempo se encarrega de apagar sua lembrança.
Vivemos em uma época em a verdade se torna cada vez mais rara. Milhares de informações chegam diariamente ao nosso conhecimento sem qualquer filtro de veracidade. As chamadas Fake News são expressão característica do homem moderno que vive em função da sensibilidade, das exterioridades, pouco preocupado com o que realmente dá sentido às nossas vidas e possui um valor único diante de Deus: a verdade.
Nada há de encoberto que não seja revelado
“Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido” (Mt 10,26). Um claro exemplo disso encontramos na história do Rei Davi. Ao se apaixonar pela mulher do hitita Urias, tramou um plano malévolo: “Coloca Urias na frente, onde o combate for mais renhido e desamparai-o para que ele seja ferido e morra”(2Sm 11,15). O que ocorreu em seguida? Deus enviou o profeta ao Rei a fim de repreendê-lo pelo adultério e pelo homicídio, concluindo com estas graves palavras: “agistes em segredo, mas eu o farei diante de todo o Israel e diante do sol” (2Sm 12,12).
Juízo final e particular
Juntamente com a ideia de que a verdade é perene, devemos considerar a brevidade de nossa vida terrena. “Setenta anos é o total de nossa vida, os mais fortes chegam aos oitenta” (Sl 89,10). O que é isso diante da eternidade que se abrirá diante de nós após nossa partida desta terra? Após nossa alma se separar do corpo, ocorrerá nosso juízo particular, no qual veremos que todos os nossos atos e intenções sempre estiveram diante dos olhos de Deus onisciente. No fim dos tempos, quando Nosso Senhor vier julgar os vivos e os mortos, dar-se-á o Juízo Final, no qual todos os seres humanos que foram criados por Deus saberão tudo o que fizemos durante nossa vida, bem como as intenções que tivemos ao praticar nossos atos.
Sendo assim, ainda que consigamos levar uma vida inteira agindo às escondidas, sem que “ninguém” descubra, nada escapa aos olhos do Criador. Será apenas uma questão de tempo para que as trevas que encobriram os crimes ocultos sejam dissipadas pela luz da verdade diante de toda a humanidade. Quantos pecados seriam evitados se houvesse plena consciência disso! Quão diferente seria o mundo! Como Deus seria menos ofendido por suas criaturas!
Peçamos, pois, Àquela que foi o instrumento escolhido por Deus para que a Verdade se encarnasse e que constantemente intercede a nosso favor, as graças necessárias para viver esta vida terrena de forma íntegra, em conformidade com os mandamentos de Deus e que, ao concluirmos nossa carreira neste mundo, possamos passar nossa eternidade com Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Por Kaio Calixto





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