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Mosteiro beneditino em Campos dos Goytacazes é tombado como Patrimônio Cultural

A construção do Mosteiro de São Bento remonta à chegada dos monges beneditinos a Campos dos Goytacazes em 1648.

Rio de Janeiro – Campos dos Goytacazes (09/12/2021 16:40, Gaudium Press) O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinou no dia 23 de novembro de 2021, uma lei que determina o tombamento do Mosteiro de São Bento localizado em Campos dos Goytacazes.

Desta forma, o prédio e todo o conjunto arquitetônico formado pela Igreja, residência e cemitério passam a ser reconhecidos como patrimônio estadual pelo INEPAC – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro.

Construção que marca o início da presença beneditina na região

A construção do Mosteiro de São Bento remonta à chegada dos monges beneditinos a Campos dos Goytacazes em 1648, com o início da presença monástica na cidade e região, sendo uma típica construção da arquitetura colonial religiosa com dois pavimentos de linhas sóbrias e imponentes.

Os monges beneditinos foram os pioneiros na construção da sociedade e dos aspectos culturais, deixando um importante legado para a Fé Católica e para a cultura. Além disso, os religiosos deixaram grandes contribuições na educação.

Importância histórica do Mosteiro de São Bento

O Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz ressalta a “importância histórica que tem esse prédio dos beneditinos de longa trajetória que mostra o início da evangelização e sua importância artística que de todo o depoimento há uma forma arquitetônica”.

Dom Roberto acredita que o Mosteiro pode ser um espaço para a implementação do turismo religioso e da promoção cultural religiosa e da preservação da memória histórica preservada em prol de uma história viva, história da evangelização da planície campista e a importância para o Estado do Rio de Janeiro.

Quase 400 anos de presença beneditina em Campos

O Abade Filipe Silva explica que a presença beneditina em Campos, que chega a quase 400 anos, vai muito além de uma presença física. “Com ela foi expandida a espiritualidade beneditina — o ora et labora/ reza e trabalha — e também a expansão da Fé Católica através da construção de igrejas, capelas, oratórios, tanto em Mussurepe quanto no Farol”.

“A irradiação beneditina além da Fé e da espiritualidade alcançou as pessoas em geral despertando um novo olhar para a educação, o trabalho agrícola, o cultivo da arte, as relações familiares, os valores humanos e morais — tudo isso a partir das relações estabelecidas com os monges residentes no referido mosteiro”, concluiu. (EPC)

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