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Mons. Rolando Álvarez, o Bispo ‘preso’ por Ortega

Já se passaram mais de 72 horas do cerco policial ao prelado nicaraguense.

Redação (06/08/2022 10:34, Gaudium Press) Não, não é um roteiro fictício, mesmo que pareça.

Cena 1: anteontem de manhã: Mons. Rolando Álvarez, bispo de Matagalpa e administrador apostólico de Estelí, na Nicarágua, tenta sair da cúria para celebrar missa na Catedral – como é seu costume às quintas-feiras – e a encontra cercada de policiais, que o impedem de comparecer. Pede que lhe tragam o Santíssimo Sacramento e, com alguns fiéis, inicia uma adoração ao Santíssimo Sacramento na rua. O Bispo chega a ajoelhar-se diante dos perseguidores.

Cena 2: ontem, ao meio-dia: Novamente o Bispo quer deixar a cúria, que ainda está cercada, mas confirma que é um prisioneiro de fato naquela sua casa. O Bispo decide então celebrar no interior, e transmitir a Eucaristia pelos meios virtuais da diocese.

Cena 3: o Bispo deve realizar todo o seu trabalho pastoral de forma virtual, que passa a ser acompanhado por pessoas de todo o mundo.

A verdade é que desde quarta-feira ao meio-dia, o prelado e os seus servidores estão cercados pela polícia, por cerca de 50 agentes. Na segunda-feira, o Bispo desafiou o governo Ortega a demonstrar a legalidade da ordem de fechamento das 6 emissoras de rádio da diocese; parece que o governo ditatorial não gostou de ser responsabilizado e procedeu no melhor estilo bolchevique, ‘trancar’ o bispo, como o Cardeal Midszenty.

Pré-cenas: Desde o início de maio, a polícia iniciou uma onda de perseguição aos sacerdotes como Pe. Harving Padilla, pároco da igreja de São João Batista em Masaya, e Pe. Uriel Vallejos, pároco em Sébaco, Matagalpa.

Cena final: Ainda a ser escrita. Porque, como disse anteontem o Bispo: Jesus Cristo é “o Senhor da Nicarágua”, não Ortega ou Rosario Murillo.

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