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Missas transmitidas não podem ser comparadas com as presenciais

“Nosso Deus não é virtual”, recordou o Padre Robert Pasley, para insistir sobre a importância de não permanecer com as Missas transmitidas quando a presencial está disponível.

Redação (23/06/2020 17:00, Gaudium Press) O Padre Robert Pasley, pároco de Mater Ecclesiae em Berlim, Nova Jersey, Estados Unidos, dedicou um artigo para esclarecer o caráter indispensável da Missa presencial. Sua reflexão surgiu após ler um comentário nas redes sociais. No texto, um pai de família lamentava sua dificuldades para explicar aos seus amigos e familiares a diferença entre assistir a Missa presencialmente ou ver algumas das Missas transmitidas por conta da contingência.

“A diferença é infinita. Permita-me dizer isto desde o início: a Missa na televisão ou na internet nunca poderá cumprir sua obrigação de assistir a Missa pessoalmente”, esclareceu o sacerdote. A dispensa emitida pela pandemia de Covid-19 é temporal, e aplica para aqueles que não tem acesso à Missa ou se encontram em situação de risco. “Ou é uma desculpa para justificar o não ir à Missa dominical quando a mesma está disponível”.

“Deus não é virtual”

Para dar um exemplo das razões que sustentam estas afirmações, o Padre Pasley utilizou o exemplo dos pacientes que só puderam se despedir de seus familiares antes de morrer empregando uma chamada de vídeo. Ainda que este recurso tenha permitido uma forma de comunicação, não poderia ser comparado com o contato real dos seres queridos em um momento tão importante.

“Não somos criaturas virtuais. Somos criaturas reais, de carne e osso, que vivemos no tempo”, afirmou o sacerdote. “Nosso Deus não é virtual. Ele é real, Pai, Filho e Espírito Santo, presente no mundo mais do que estamos presentes para nós mesmos”. Da mesma forma, o Sacramento da Eucaristia não é virtual, mas Jesus se faz realmente presente de maneira física sobre o altar. A Eucaristia torna possível um contato direto querido por Deus para alimentar os seus fiéis. “Não devemos estar separados de nosso Amado Senhor por uma lente de vidro e uma imagem artificial em uma tela de cristal. Não, estamos destinados a estar com Ele e dar-lhe o verdadeiro amor físico e a devoção que se merece e que tanto necessitamos”.

Missas transmitidas não substituem o Sacramento

Ao estar presentes fisicamente na Missa, os fiéis se encontram junto à Cruz como a Santíssima Virgem e o Apóstolo São João. Todos os Sacramentos “são encontros reais, de carne e osso, pessoais, físicos e espirituais com o Verbo Encarnado vivo, Jesus Cristo”. Esta é a diferença fundamental com as Missas transmitidas, que poderiam comparar-se com os sacramentais. Enquanto um Sacramento “é um sinal instituído por Cristo que realmente dá o que significa”, expôs o Padre Pasley, “um sacramental é uma coisa ou ação sagrada que a Igreja utiliza para que possamos obter benefícios espirituais ou temporais”.

De maneira análoga a uma imagem sagrada, a Missa transmitida permite aos fiéis recordar a Deus e admirar a importância do Sacramento, elevando a mente e o coração. Mas ao participar de ditas transmissões “não recebemos a graça sacramental. Não temos um encontro real, físico, místico e espiritual no qual Cristo entre em nós, e não estamos oferecendo o sacrifício com o sacerdote”.

Pensar que as transmissões substituem a assistência física à Missa é uma noção que pode ter uma origem desviada da Fé. “Sou o centro do universo e Deus, como o definiu, deveria estar contente com qualquer migalha lançada em sua direção”, expressou ironicamente o Padre Pasley. “Não. Não. Não. Não decido, individualmente, no que eu vou acreditar e como eu vou adorar. Cristo, Deus feito homem, determina o que eu vou acreditar e como eu vou adorar”. (EPC)

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