Gaudium news > Missa de abertura do Sínodo: Papa insiste que não se trata de uma reunião política

Missa de abertura do Sínodo: Papa insiste que não se trata de uma reunião política

O Papa Francisco presidiu a celebração da Santa Missa que abriu o XVI Assembleia Sinodal, na Praça de São Pedro, nesta quarta-feira (4)

Papa Francisco retomara Audiencias Gerais

Redação (04/10/2023 10:00, Gaudium Press) A Missa solene começou com uma nova versão musical do tradicional cântico Laudes Regiae para invocar a proteção de Deus e as bênçãos para a Igreja Católica que se reúne nesta 16ª Assembleia Sinodal.

O Papa celebrou a Missa acompanhado dos novos Cardeais e do colégio cardinalício diante de cerca de 25 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano.

Em sua homilia, o Papa enfatizou que o Sínodo não é uma reunião política, mas uma convocação no Espírito Santo, o verdadeiro “protagonista” do sínodo. “E não nos ajuda um olhar imanente, feito de estratégias humanas, cálculos políticos ou batalhas ideológicas: ver se o Sínodo vai permitir isto ou aquilo, abrir esta porta ou aquela… isso não adianta! Não estamos aqui para realizar uma reunião parlamentar nem um plano de reformas”, disse Francisco.

Sao Pedro apostolo Vaticano 700x446 1

Enfrentar os desafios com espírito de unidade

Em seguida, o Papa convidou os presentes a caminhar juntos com o olhar de Jesus. Mesmo após ser rejeitado, Jesus não demonstrou amargura ou dureza de coração, ao contrário, permaneceu com o coração sereno e o olhar de Jesus nos convida a não desanimar, a não procurar escapatórias ou barricadas ideológicas ou a se acomodar à agenda do mundo, explicou o Papa.

“O olhar bendizente de Jesus convida-nos a ser uma Igreja que não enfrenta os desafios e problemas de hoje com um espírito divisor e conflituoso, mas, pelo contrário, levanta os olhos para Deus, que é comunhão, e, maravilhado e humilde, O bendiz e adora, reconhecendo-O como seu único Senhor”, continuou Francisco.

Citando seu predecessor, Bento XVI, o Papa explicou que a principal missão do Sínodo é “centrar de novo o nosso olhar em Deus, para sermos uma Igreja que olha, com misericórdia, a humanidade. Uma Igreja unida e fraterna – ou pelo menos procura ser unida e fraterna –, que escuta e dialoga; uma Igreja que abençoa e encoraja, que ajuda quem busca o Senhor, que excita benevolamente os indiferentes, que abre caminhos para iniciar as pessoas na beleza da fé”, em suma, uma Igreja que “não se divide internamente e nunca é dura externamente”.

O Santo Padre também afirmou que o Senhor espera que sejamos uma Igreja de braços abertos e não fechada, sobretudo em uma época complexa, cheia de desafios culturais e pastorais que requerem uma atitude cordial para enfrentá-los sem medo.

Quem sao os 21 novos Cardeais criados pelo Papa Francisco 2

Crescer na unidade e na amizade com Deus

“No diálogo sinodal, durante esta estupenda ‘marcha no Espírito Santo’ que realizamos juntos como Povo de Deus, oxalá possamos crescer na unidade e na amizade com o Senhor, para ver com o seu olhar os desafios de hoje; para se tornar, segundo uma linda expressão de São Paulo VI, uma Igreja que ‘se faz colóquio’, ponderou Francisco.

O Santo Padre pediu que caminhemos sobre as pegadas de São Francisco de Assis, cuja memória litúrgica se celebra hoje (4 de outubro). Enquanto rezava, Francisco de Assis escutou do Crucificado: “Vai e repara a minha Igreja”. O Papa explicou:” O Sínodo serve para nos recordar isto: a nossa Mãe Igreja sempre precisa de purificação, de ser ‘reparada’, porque todos nós somos um Povo de pecadores perdoados (ambas as coisas: pecadores e perdoados), sempre necessitados de regressar à fonte que é Jesus e de nos colocarmos novamente nos caminhos do Espírito para chegar a todos com o seu Evangelho”.

Concluindo sua homilia, Francisco reforçou a ideia de que o sínodo não é um parlamento polarizado ou uma reunião política e afirmou que os momentos de oração são provavelmente os mais frutíferos porque invocam o Espírito Santo. (FM)

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas