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Mesmo na pandemia religiosas francesas mantém a Adoração Perpétua

Iniciada no dia 1º de agosto de 1885, a adoração ao Santíssimo Sacramento na Basílica parisiense nunca parou, sempre com pelo menos uma pessoa orando.

França – Paris (24/06/2020 17:00, Gaudium Press) As monjas beneditinas do Sagrado Coração se revezam dia e noite para continuar mantendo a adoração perpétua na Basílica de Sacré-Coeur, em Montmartre.

A dificuldade aumentou com o confinamento estabelecido pelas autoridades para combater a propagação de coronavírus, pois antes da pandemia as religiosas contavam com a ajuda de leigos nessa piedosa tarefa que já dura quase 135 anos.

Adoração se manteve inclusive durante bombardeio

“Mesmo durante o bombardeio de 1944, a adoração eucarística não parou. Portanto, as próximas gerações não poderão dizer que paramos tudo por conta do confinamento!”, afirmou a Irmã Marie-Agathe.

Apesar da maioria das igrejas francesas permanecerem abertas, a Basílica de Sacré-Coeur, um dos pontos turísticos mais visitados na capital francesa depois da Catedral de Notre Dame, está fechada desde o dia 17 de março.

Continuar esta cadeia de oração é a nossa primeira missão

Iniciada no dia 1º de agosto de 1885, a adoração ao Santíssimo Sacramento na Basílica parisiense nunca parou, sempre com pelo menos uma pessoa orando. “Somos as únicas que podem entrar e, portanto, cabe a nós continuar a adoração perpétua. Continuar esta cadeia de oração é a nossa primeira missão. O desafio agora é se adaptar para manter apenas quatorze”, ressalta a religiosa.

No topo da cúpula mais alta da Basílica do Sagrado Coração, uma lanterna está sempre acesa testemunhando a adoração perpétua. “É um sinal de comunhão para os parisienses, uma presença de continuidade na oração. Se a oração for interrompida, esta lanterna deve ser extinta. Nossa missão durante a contenção é garantir que não seja extinta”, concluiu a irmã Marie-Agathe

No site do santuário, é possível depositar uma intenção de oração ou pedir para que uma Irmã acenda uma vela na Basílica. Também é possível se comprometer a orar por uma hora específica em união com as religiosas. (EPC)

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