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Mês de Maria, mês das mães

O amor de todo bom filho é permanente. Mas, no Dia das Mães, é justo que ele se manifeste de modo efusivo.

Redação (07/05/2021 09:40, Gaudium Press) Maio é o mês dedicado a Maria, Mãe de Deus e de todos os homens. Mãe… uma palavra tão pequena, um significado tão profundo! Símbolo, sobretudo, do mais entranhado e desinteressado amor.

Para efeitos de amor, o coração materno não faz distinção entre o bom e o mau filho. Ele é carne de sua carne, sangue de seu sangue, fruto de suas entranhas, por isto ela o ama com largueza, sem esperar qualquer tipo de retribuição.

Seu amor paira sobre o filho desde o berço até a sepultura, quer ele atinja o píncaro do sucesso, quer seja um medíocre ou um fracassado na vida.

Se ele subir o caminho da santidade ou, pelo contrário, deixar-se rolar pelas sendas da degradação moral ou mesmo do crime, ela o amará sempre.

E se alguém lhe perguntar o porquê desse amor, ela certamente responderá surpresa:

– Ora! Eu sou a mãe!…

A ninguém ocorre negar que o pai tem seu papel indispensável no desenvolvimento e na formação da criança, e seria uma monstruosidade desconhecer a importância do amor paterno. Mas as manifestações do amor materno fazem vibrar com muito mais intensidade as fibras do coração humano.

Assim, nenhuma recordação marca tão profundamente uma pessoa como a dos momentos felizes da primeira infância, envolvida pelo afeto, carinho e proteção de sua mãe.

E as obras literárias de todos os tempos põem mais em relevo a lembrança saudosa da mãe que a do pai. Em prosa e verso, cantam os literatos a doçura, o carinho a dadivosidade materna. Apresentam-na como o mais precioso dom concedido por Deus a cada um de nós.

Muitas vezes, descrevem o pranto amargo daqueles que não souberam dar à própria mãe o devido valor enquanto a tinham viva junto a si.

E as saudades de quantos, após sua morte, desejariam revê-la uma vez mais, receber dela pelo menos um olhar, um sorriso… Tarde demais!

Tarde demais mesmo? Não inteiramente. A qualquer momento, podemos depositar aos pés da Virgem Santíssima, a Mãe das mães, nossos sentimentos de afeto e de gratidão: eles chegarão com segurança à destinatária amada.

Para todos os que têm ainda a felicidade de contemplar o semblante materno, este mês é a época adequada para reparar pelas eventuais atitudes de ingratidão, de distanciamento, de desamor.

Esses pensamentos ocorreram-me a propósito de um poema de Casimiro de Abreu cuja leitura comoveu-me profundamente, porque trouxe-me de um jato à memória a figura serena e carinhosa de minha tão querida mãe!

Minha reação imediata foi a de rezar ardentemente por ela, pedindo a Nossa Senhora para recompensá-la por todo o bem que ela me fez.

Na esperança de que o poema lhe será benéfico, transcrevo-o abaixo, fazendo-lhe uma sugestão, leitor: reze também por sua mãe e, se você tem ainda a alegria de vê-la e de conviver com ela, aproveite a ocasião para lhe manifestar todo o seu carinho e gratidão filial.

Da pátria formosa, distante e saudoso,

Chorando e gemendo meus cantos de dor,

Eu guardo na alma a imagem querida,

Do mais santo, mais puro amor:

Minha mãe!

 

No berço, pendente dos ramos floridos,

Em que eu pequenino feliz dormitava,

Quem é que esse berço com todo o cuidado

Cantando cantigas alegre embalava?

Minha mãe!

 

De noite, alta noite, quando eu já dormia,

Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,

Quem é que meus lábios dormentes roçava,

Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?

Minha mãe!

 

Por isso eu agora, na terra do exílio,

Sentando sozinho co’a face na mão,

Suspiro e soluço por quem me chamava:

“O filho querido do meu coração!”

Minha mãe!

 

Texto extraído da Revista Arautos do Evangelho n.29, maio 2004.

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