Médica sobrevive 30 horas soterrada em terremoto na Colômbia rezando o Rosário
A médica ficou presa em um espaço mínimo entre uma parede e uma porta.
Redação (14/08/2026 16:14, Gaudium Press) A médica colombiana Diana Marcela Troncoso, de 31 anos, sobreviveu quase 30 horas presa nos escombros do edifício Torres del Limonar, no sul de Cali, após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira, 10 de agosto. Seu resgate, concluído na terça-feira (11), virou símbolo de esperança e fé em meio à tragédia que já deixou centenas de mortos no país.
Diana estava no segundo andar do prédio de cinco andares quando a estrutura desabou completamente. Seus pais e avós tinham saído cerca de dez minutos antes para levar parentes ao médico. Quando retornaram, encontraram o edifício reduzido a um amontoado de escombros. “Nós tínhamos saído dez minutos antes para levar meus sogros ao médico para exames de rotina. Voltamos e nos demos conta da magnitude do que havia acontecido, pois um prédio de cinco andares havia ficado reduzido a um único andar”, relembrou o pai, Álvaro Troncoso.
A médica ficou presa em um espaço mínimo entre uma parede e uma porta, completamente encolhida. Durante as longas horas de angústia, ela batia na parede e na porta para chamar a atenção das equipes de resgate, ferindo as mãos no processo. Um dos socorristas, chamado Bryan, relatou que a ouvia rezar bastante. “Ela rezou muito. O socorrista Bryan nos contou que a ouvia rezar o Santo Rosário”, contou Álvaro.
O conhecimento de que a família estava a salvo também lhe deu forças. Após quase 16 horas de intenso trabalho de escoramento, corte e remoção de material pelos bombeiros de Cali e por uma equipe de cerca de 60 socorristas enviada de Bogotá, Diana foi retirada com vida. Saiu totalmente consciente e agradecendo a todos que a ajudaram. Foi transferida imediatamente para a Fundación Valle del Lili, onde permanece sob cuidados médicos.
Os braços, as coxas e uma das pernas ficaram gravemente afetados. Segundo o pai, a recuperação deve levar entre quatro e seis semanas. Mesmo ferida, a jovem tem transmitido força à família. Álvaro agradece a Deus e resume a experiência com uma frase que ecoa a resiliência da filha: “O material se recupera, o importante é que estamos vivos”.
O resgate de Diana, recebido com aplausos por populares e equipes de socorro, representa um raio de esperança em meio às operações que continuam em Cali e em outras regiões atingidas pelo sismo.





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