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Livro sobre os principais Cardeais candidatos ao Papado é lançado em Roma

A obra “The Next Pope: The Leading Cardinal Candidates” aprofunda os perfis de 19 Cardeais que o autor considera fortes candidatos ao Papado.

Itália – Roma (25/06/2020 11:00, Gaudium Press) A editora católica ‘Sophia Institute Press’, realizou na última quarta-feira, 24 de junho, em Roma um relevante painel sobre o livro “The Next Pope: The Leading Cardinal Candidates” (O próximo Papa: os principais Cardeais candidatos), escrito por Edward Pentin, correspondente em Roma do ‘National Catholic Register’. O livro é publicado pela ‘Sophia Institute Press’ e atualmente está em pré-venda.

Participaram do painel o colunista do ‘New York Times’, Ross Douthat; o editor do grupo informativo ‘Crux’, John L. Allen; o historiador eclesiástico, Roberto de Mattei; e o autor. O debate foi moderado pela jornalista Diane Montagna.

Juntamente com uma equipe de acadêmicos renomados, Edward Pentin -que há 17 anos cobre o que acontece no Vaticano- aprofundou os perfis de 19 Cardeais que considera fortes candidatos ao Papado, incluindo o Arcebispo de Boston, Dom Sean O’Malley e o Cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé. “The Next Pope: The Leading Cardinal Candidates” avalia como cada um dos 19 purpurados eleitos realizaram sua missão de santificar, governar e ensinar quando foram Bispos.

O porquê do livro

A partir do instante em que se anuncia um conclave “há muito pouco aviso entre [o momento] quando eles são anunciados e quando ocorrem… Assim que este [livro] é realmente para que possamos estar preparados e conheçamos exatamente quem são eles [os candidatos ao Papado]. Não tem nenhuma relação com o presente pontificado ou o passado”, expressou Edward Pentin, que também afirmou que muitos aspectos das crenças essenciais dos fortes candidatos ao sólio de São Pedro são completamente desconhecidos pelos que estão do lado de fora dos muros do Vaticano, e inclusive pelos que se encontram dentro, vazio que seria preenchido com sua obra.

A Capela Sistina era visível

“Serei a anfitriã do programa desta noite, que será apresentado ao vivo a partir deste impressionante terraço na cobertura em Roma, de fato, estamos a poucos passos da Capela Sistina, onde os conclaves são realizados”, disse Diane Montagna no início do encontro.

Segundo Pentin, a intenção original dos autores da obra remonta vários anos atrás, quando se viu a necessidade de equipar o “Colégio de Cardeais, principalmente para saber sobre os Cardeais que poderiam ser eleitos Papa, porque se falava ao longo dos anos que os Cardeais geralmente não se conhecem, não sabem nada um do outro; e, de fato, escutei outro dia que um dos Cardeais no último conclave disse que havia muita confusão sobre quem votar e suas informações básicas sobre eles [os candidatos]. Então, este [livro] é realmente para lhes oferecer isso, e também aos fiéis”.

“Acredito que todos estão sempre interessados em saber quem poderia ser Papa, e isto [o livro] procura dar a eles um bom conhecimento profundo sobre quem são [os candidatos], as qualidades que eles têm: se eles têm, por exemplo, uma reputação de santidade, ou de ensino ou qualquer outra coisa”, continuou o correspondente de Roma do ‘National Catholic Register’.

O ‘perfil’ de cada um dos Cardeais presentes no ‘The Next Pope’ começa com “uma breve biografia detalhando seu serviço à Igreja”. Em seguida, o leitor é apresentado aos três ofícios de cada purpurado como Bispo, seus papéis de santificar, governar e ensinar, o que se sustenta apoiado em notas de rodapé, permitindo assim que os leitores tenham acesso a essa documentação.

O livro apresenta uma introdução sobre a origem do Colégio dos Cardeais, uma introdução que vai desde o Antigo Testamento e chega até o papel moderno dos purpurados. Também são especificados os detalhes de como se elege um Papa e se descreve as qualidades que deve possuir aquele que será o maior líder espiritual da Terra.

Os participantes do painel dão sua impressão sobre o livro

Em sua intervenção, John L. Allen questionou a escolha que fez seu amigo Pentin dos 19 purpurados cujas vidas foram estudadas para o ‘The Next Pope’, e disse que ele tinha sua lista pessoal de 19 candidatos.

Contou que na época em que o Papa era São João Paulo II, ele mesmo publicou uma obra intitulada “Conclave”, com esboços de 20 Cardeais que ele considerava que poderiam ser escolhidos. E que na época escutou reações ao seu livro no sentido de que sua publicação era desrespeitosa e até desleal com quem ainda ocupava a Cátedra de Pedro.

Sua resposta a essas reações foi que elas não tinham fundamento, pois “todos nós aqui, tenho certeza, gastamos um tempo ao longo dos anos conversando com os Cardeais que participaram de uma eleição papal. Homens – os quais – eram conscientes de que era a coisa mais importante que eles fariam em suas vidas [a participação em um conclave]. O Papa importa, e a última coisa que você deseja é que os cardeais não estejam informados quando tiverem que tomar essa decisão monumental. Então, Edward, acho que você não precisa dizer que espera que este seja um serviço para a Igreja. Posso declarar dogmaticamente que este é um serviço à Igreja”.

Como um dado curioso de suas apreciações, John Allen elogiou o Cardeal austríaco Christoph Schönborn, que poderia ser visto com simpatia pelos dois terços dos purpurados que elegeram o Papa Francisco, e que em um momento foi visto como uma espécie de príncipe herdeiro no pontificado do Papa Ratzinger. “Editor geral do Catecismo [da Igreja Católica], durante a maior parte de sua carreira, teve uma reputação bastante forte de conservador, sim. Durante o pontificado de Francisco, apoiou o Papa em certas situações críticas”, redefinindo desta maneira a impressão que algumas pessoas tinham dele.

Importância de se conhecer quem será o próximo Papa depois de Francisco

Por sua vez, o professor De Mattei – entre várias outras observações – reafirmou a importância de conhecer quem será o próximo Papa depois do Papa Francisco. “E a coisa mais importante do livro de Edward Pentin é sua investigação jornalística de alto valor, mas também nos introduz na era pós-Francisco: a era do próximo Papa”.

Por sua vez, o colunista do ‘New York Times’, Ross Douthat, recordou que a crise de coronavírus que afeta o mundo também terá “tremendas repercussões” para a Igreja no futuro. E afirmou que esta crise “provavelmente acelerará pelo menos temporariamente o declínio da Igreja institucional no Ocidente e, provavelmente portanto, acelerará algumas das mudanças no poder e a influência católica em todo o mundo”.

Douthat também expressou que o provável desejo de um próximo pontificado um pouco mais ‘calmo’ que poderia ter existido entre os Cardeais há dois anos, já não seria mais um sentimento atual, mas que o momento de certa calma que existe hoje na Igreja, poderia “empurrar os Cardeais eleitores a procurarem novamente o dinamismo em certas vias e preocupar-se menos pelos perigos, você sabe, do excesso de dinamismo, que poderiam ter sido a grande preocupação alguns anos atrás”. (EPC)

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