Leigos alemães aos bispos: Jesus Cristo não é um primeiro-ministro, mas o Rei dos Reis
Manifestantes pedem retorno à fé tradicional durante reunião dos bispos alemães em Fulda.

Foto: Yuya Hata / Unplash
Redação (16/10/2026 08:46, Gaudium Press) Segundo o site kath.net, a última assembleia da Conferência Episcopal Alemã, realizada entre 28 de setembro e 1º de outubro, em Fulda, cidade tradicionalmente escolhida para as reuniões de outono dos bispos alemães, teve uma particularidade que muitos consideram sintomática: durante dois dias, um grupo de pessoas permaneceu reunido diante do local do encontro, pedindo que se retifique o rumo da Igreja na Alemanha.
Os manifestantes eram integrantes do movimento Pro Fide Ecclesiae (Pela Fé da Igreja), uma iniciativa que reúne leigos e membros do clero que não se sentem representados pelo Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), considerado por seus críticos excessivamente progressista e um dos principais promotores do chamado Caminho Sinodal Alemão.
Fundada em julho deste ano, a Pro Fide Ecclesiae é uma organização ainda recente Entre seus iniciadores está o bispo auxiliar emérito de Chur (Suíça), Dom Marian Eleganti. Segundo a organização, a Conferência Episcopal Alemã e a imprensa do país têm demonstrado pouco interesse por suas preocupações. O grupo se apresenta como um conjunto de fiéis que desejam preservar e testemunhar a fé da Igreja em conformidade com o Magistério.
Nas convocações para as manifestações realizadas em 29 e 30 de setembro, das 12h às 15h, seus integrantes apresentaram uma mensagem clara: a Europa está ameaçada “por todos os lados”; essa situação exige “um catolicismo forte”; o continente deve permanecer unido em torno de seus “valores tradicionais”, que giram em torno da simbiose entre a filosofia grega, o direito herdado de Roma e a fé cristã; e a Igreja Católica é “o ator mais importante da nossa identidade ocidental”.
A Pro Fide Ecclesiae pede aos bispos alemães partidários do Caminho Sinodal que reconsiderem suas posições e abandonem “os planos para uma Igreja totalmente democratizada”. Jesus não é um primeiro-ministro, mas o “Rei dos Reis”, afirma o apelo. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, e a família formada por homem, mulher e filhos é a célula básica da sociedade.
A organização insiste ainda que a propagação de demandas não católicas por parte de autoridades eclesiásticas representa um perigoso enfraquecimento da vida religiosa católica.





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