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Leão XIV aos consagrados coreanos em Roma: “Sejam testemunhas de esperança e artesãos da paz”

O Pontífice ressaltou que a esperança cristã não depende de circunstâncias favoráveis, mas da certeza da vitória de Cristo.

Leao XIV aos consagrados coreanos em Roma Sejam testemunhas de esperanca e artesaos da paz 1

Cidade do Vaticano (06/10/2026 10:50, Gaudium Press) Nesta segunda-feira, 5, o Papa Leão XIV recebeu em audiência na Sala Clementina, no Vaticano, representantes da Vida Consagrada da Coreia que moram em Roma. Dirigindo-se ao grupo de 170 sacerdotes, religiosos e religiosas, o Pontífice afirmou que eles vêm de longe, mas estão em casa, pois a Fé que receberam na terra natal “encontra suas raízes” junto às memórias dos Apóstolos Pedro e Paulo, dando um “novo ímpeto missionário”.

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O “mártir do suor” e as raízes da Fé

Atualmente, a Coreia do Sul possui por volta de 5,97 milhões de católicos, o que representa 11,3% da população total do país. Recordando a história singular da Igreja no sul da península coreana, o Santo Padre a descreveu através da memória e da esperança. Memória pela Fé espontânea a Deus que brotou e se desenvolveu no início através de textos cristãos, e esperança através de Cristo Ressuscitado. Também foi lembrado o testemunho dos mártires que fizeram parte de uma longa história que não endureceu o coração.

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Dentre estes modelos de Fé está o Venerável Tomás Choe Yang-Eop (1821–1861), que foi “o segundo sacerdote da história coreana, lembrado como o ‘mártir do suor’, pelo trabalho intenso de evangelização durante onze anos até consumir a própria vida no serviço. Iluminados pelo Evangelho, os mártires dão o exemplo de Fortaleza Cristã a ser seguido, doando a vida com amor, todos os dias. O nosso tempo precisa exatamente disso: de homens e mulheres que tenham a coragem de fazer o bem, mesmo quando isso custa”, exortou.

Artesãos da paz em uma península dividida

Leão XIV convidou os católicos sul-coreanos a se aproximarem daqueles que estão sozinhos, apoiarem quem está cansado, procurarem quem se afastou. “Tenham a coragem de perdoar, de recomeçar, de dialogar. O bem nem sempre é reconhecido e muitas vezes exige esforço, mas é essa coragem cotidiana da caridade que torna credível o nosso anúncio do Evangelho. A força para viver assim vem da amizade com Jesus Cristo”, que deve ser alimentada “na escuta da Palavra, na oração e no silêncio diante do Senhor”.

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O Santo Padre destacou a importância de procurar ser artífices da paz, em uma terra que ainda carrega a dolorosa ferida da divisão. “Que sejam sempre homens e mulheres de reconciliação. A paz começa no coração e nas relações cotidianas, quando ouvimos em vez de julgar, perdoamos em vez de guardar rancor, escolhemos a comunhão em vez do confronto. Sejam unidos e artífices da paz”, ressaltou, pedindo aos fiéis para que rezem na intenção de que “se abram novos caminhos de encontro e para que o Evangelho da paz possa ser anunciado livremente em todas as partes da península coreana e do mundo”.

“Seguir Cristo não diminui a liberdade”: O recado aos jovens

A próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em Seul entre os dias 3 a 8 de agosto de 2027, será a primeira em um país onde os cristãos constituem minoria da população e a segunda JMJ realizada na Ásia depois de Manila, nas Filipinas, em 1995. De acordo com o Papa, este evento “tornará tudo isso visível” com a chegada de jovens provenientes de diversos países a uma terra “onde o Evangelho cresceu por meio do testemunho dos mártires”.

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O desejo do Pontífice é que este seja “um grande encontro entre memória e futuro: os mártires transmitem a Fé às novas gerações e os jovens a recebem para levá-la pelas estradas do mundo. Ouçam os jovens, caminhem com eles e ajudem-nos a descobrir que seguir Cristo não diminui a liberdade, mas a torna plena; que a Fé não restringe a vida, mas abre para ela um horizonte mais amplo. Preparem, portanto, a JMJ com paixão – como já fazem –, guardando no coração as palavras: ‘tenham coragem: eu venci o mundo!’ (Jo 16,33). Seus mártires haviam compreendido isso: a esperança deles não dependia de circunstâncias favoráveis, mas da certeza de que Cristo já havia vencido”, concluiu. (EPC)

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