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Juramento de novos recrutas da Guarda Suíça ocorrerá no dia 4 de outubro

Na cerimônia, os recrutas prometem lealdade eterna ao Papa e seus legítimos sucessores, expressando sua devoção, lealdade e vontade absoluta de servir ao Pontífice.

Cidade do Vaticano (28/09/2020 16:00, Gaudium Press) Na manhã do próximo domingo, 4 de outubro, o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, presidirá, no Altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, a Santa Missa de Juramento de 38 novos recrutas da Guarda Suíça Pontifícia. Na parte da tarde, o Juramento ocorrerá no Pátio São Dâmaso do Palácio Apostólico.

Por conta da pandemia de coronavírus, a cerimônia será realizada de maneira privada e com limite de pessoas, será permitida a participação de somente os familiares mais íntimos dos recrutas. A Santa Missa e a cerimônia de Juramento serão transmitidos pelo portal institucional: www.guardiasvizzera.ch.

Fórmula do Juramento dos Guardas Suíços

Através desta cerimônia, os recrutas prometem lealdade eterna ao Papa Francisco e seus legítimos Sucessores, expressando sua devoção, lealdade e vontade absoluta de servir ao Sucessor de Pedro. Para tal, cada um deles utiliza a seguinte fórmula:

“Juro servir, com fidelidade, lealdade e honradez, ao atual Papa e aos seus legítimos Sucessores, aos quais dedico todas as minhas forças, sacrificando, se necessário, também a minha vida pela sua defesa. Assumo o mesmo compromisso com o Colégio dos Cardeais, durante a Sé vacante. Prometo também ao Comandante e aos demais Superiores respeito, fidelidade e obediência. Com este juramento, espero que Deus e nossos Santos protetores me ajudem”.

Os novos recrutas pronunciarão o juramento em alemão, francês, italiano e romanche. O uniforme utilizado na ocasião é o de “Gran Gala”, com a armadura, que normalmente são usados, exclusivamente, por ocasião da Bênção papal “Urbi et Orbi“, no Natal e na Páscoa.

O juramento solene à bandeira da Guarda Suíça será realizado na presença do Representante do Santo Padre, o Arcebispo venezuelano, Dom Edgar Peña Parra, Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.

História do juramento

No dia 22 de janeiro de 1506 um grupo de soldados suíços chegou à Praça São Pedro, enviado pelo rei católico da Suíça, para proteger o Papa, que na época era Júlio II della Rovere. Assim se iniciou o serviço da Guarda Pontifícia até hoje prestado ao Pontífice e à Igreja.

A cerimônia de juramento celebra o sacrifício de 147 guardas suíços mortos em combate em defesa do Papa Clemente VII durante o episódio histórico do Saque de Roma, em 1527, pelas tropas do imperador Carlos V.

O imperador Carlos V, apesar de ser um monarca católico, detentor da coroa imperial do Sacro Império Romano Germânico e da coroa dos reinos espanhóis, iniciou uma guerra contra os Estados Pontifícios pela aliança do Papa com o rei da França, que ameaçava sua soberania nos reinos italianos. (EPC)

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