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Jesus Cristo: a nova vítima do “antirracismo”

Antirracistas? Movimento prega a destruição de imagens religiosas e profanação de igrejas sob pretexto de acabar com o racismo. Será Jesus Cristo o culpado?

Redação (29/06/2020 10:59, Gaudium Press). Cada dia ao ver os noticiários, surpreendem-nos os novos horrores ali estampados.

Alguns jornalistas temem censurar, criticar e recriminar as atitudes quase selváticas de supostos defensores da ordem que, sob pretexto de proteger uma verdade (que é realmente a de defender as vítimas do racismo), violam outras tantas (como é a liberdade religiosa e a preservação dos monumentos públicos).

Jesus é o culpado?

Que motivos há para descarregar uma indignação, por mais justa que seja, em símbolos religiosos e, em especial, nas imagens de Jesus? Pois, segundo a exortação de Shaun King, o novo perseguido deve ser Homem-Deus! Sim! Aquele Deus que se fez homem para que cada um soubesse amar ao próximo como a si mesmo; Jesus, o Bom Pastor, que não veio para fazer acepção de pessoas, é agora insultado, ultrajado e desonrado pelos – entre mil aspas – defensores da ordem. Que culpa tem?

A Igreja não faz acepção de pessoas

A Igreja fundada por esse Cristo não é justamente, e na força do termo, “Católica”, isto é, “Universal”? Se é “Universal” não abrange todos os povos e raças? Por que então incriminar seu Divino Fundador? Seriam esses membros de “Black Lives Matter” (BLM) – “vidas negras importam” em português, reais defensores do antirracismo, da ordem e dos direitos humanos? Por suas últimas atitudes, deixam-nos a pensar…

É verdade que “vidas negras importam” – injusto, mentiroso e insensato seria quem negasse –, entretanto, a religião também importa; Deus também importa! Não será para defender uma verdade que iremos acabar com as outras. Seria construir e zelar pela estabilidade de um edifício sem se preocupar pela firmeza e manutenção de seus alicerces.

Os fins justificam os meios?

De Sócrates até São Tomás de Aquino defendeu-se que “o bom uso do mal não torna o mal bom”; até que apareceu o livro “O Príncipe” de Maquiavel para, numa tentativa ignominiosa, subverter tão preciosa verdade e fazer com que qualquer manifestação desequilibrada se torne justificável pela finalidade que tem.

Que a justiça seja feita e proclamada do alto dos telhados; mas, que ela seja reconhecida e divulgada como sempre foi: companheira da ordem e da liberdade religiosa. Jamais venham a revolta e a indisciplina vestidas e mascaradas de antirracismo.

Digamos não ao racismo; digamos sim a Deus

Se é para defender as “vidas negras que importam”, sigamos o exemplo de tantos santos missionários que entregaram toda a sua existência para salvar homens e mulheres de todas as raças; não façamos o contrário, destruindo os monumentos que nos trazem tão excelentes recordações. Se é para acabar com o preconceito racista, a Igreja dirá sim. Se é para eliminar no mundo a acepção de pessoas por sua cor, os católicos dirão sim. Mas se é para atacar e destruir a Imagem de Cristo, a Igreja, os Católicos e o próprio Deus não poderão tolerar de braços cruzados.

Por Cícero Leite

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