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Índia: extremistas hindus tentam impedir evento de colégio católico

Nacionalistas hindus tentaram impedir um evento organizado em uma escola católica para alunos também católicos, no estado indiano de Madhya Pradesh

Redação (05/10/2022 14:45, Gaudium Press) Um grupo de alunos católicos que participaria de uma programação escolar, no estado de Madhya Pradesh, foi impedido por extremistas hindus de prosseguir o caminho até a escola.

Os alunos vinham de outras cidades do interior para participar de um programa escolar no colégio católico São Pio, em Khandwa.

Segundo testemunhas, os extremistas hindus pararam o veículo que conduzia os alunos. Eles alegavam que os jovens seriam forçados à conversão e que o programa escolar não contava com a autorização das autoridades locais.

Os hindus eram membros da organização extremista Vishwa Hindu Parishad (VHP) filiada ao partido hindu de Bharatiya Janata, que governa o estado indiano de Madhya Pradesh.

O sacerdote responsável pelo evento escolar declarou que o encontro era destinado apenas aos alunos católicos.

“Por um lado, a convenção juvenil destinava-se apenas a meninos e meninas católicos e, por outro, foi organizada nas dependências de uma escola católica e, em terceiro lugar, as informações sobre a convenção foram fornecidas à polícia local”, afirmou o padre Babu Joseph ao jornal Crux.

Recentemente, novas leis de “anti-conversão” estão em vigor em vários estados indianos. A pena para quem forçar uma conversão pode ser de um a cinco anos de reclusão além de multa. Caso a pessoa convertida seja menor de idade, a pena para o acusado pode dobrar. Os extremistas hindus frequentemente acusam os católicos de forçarem as conversões. Os católicos representam apenas 0,3% da população de Madhya Pradesh face a 90% de hindus.

O sacerdote Babu Joseph acusa a ação dos nacionalistas hindus, em tentar impedir o evento escolar, de autoritária e anárquica: “Todo indiano, seja ele pertencente a uma comunidade religiosa majoritária ou minoritária, tem o direito fundamental de praticar sua religião e de participar de uma reunião religiosa organizada por sua autoridade religiosa”, afirmou ele. (FM)

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