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Incêndio na Catedral de Notre-Dame cumpre um ano

No dia 15 de abril cumpre-se um ano do quase desaparecimento de um dos maiores símbolos cristãos de sempre, a Catedral de Notre-Dame de Paris.

Desde a tarde do dia 15 até a madrugada do dia 16 de abril de 2019, centenas de bombeiros lutaram contra as ferozes chamas, expondo-se valentemente em risco sua integridade, cujo esforço foi coroado com êxito de seus esforços em salvar a essência das estruturas, especialmente as duas torres, muitas paredes e o tesouro da catedral.

Após o incêndio e a dor da cidade e do mundo, o presidente francês anunciou que em cinco anos Notre-Dame estaria restaurada por completo, anúncio que talvez seja revisto nos dias de hoje, se se mantém por bom tempo as restrições de mobilidade por causa do coronavírus.

Notre-Dame se localiza no que se chamou a Île de la Cité en Paris, a ilha da cidade, ou como alguns chamavam, a ilha do assentamento.

Desde que Clóvis, o primeiro rei franco cristão, pôs capital em París, esta diocese adquiriu relevância, e assim como a sé catedral da diocese, que primeiro foi a Catedral de Santo Estevão e depois Catedral de Notre-Dame. Notre-Dame é, portanto, símbolo da Igreja no primeiro país cristão da história, o Reino Franco. E isso a faz também, símbolo da Igreja Católica para o mundo inteiro.

Notre-Dame começa a ser construída em 1160, insuflada pela energia do Arcebispo Maurice de Sully. Nela se concretizam as novas tendências da arquitetura, estilo que desde o século XVI se chamaria “gótico”.

Em Notre-Dame também encontramos o maravilhoso do gótico que busca “introduzir a luz nas igrejas”, e como que o desejo de “brincar” com a luz colorindo-a para que ilumine como pedras preciosas o interior dos templos. Notre-Dame é símbolo do gótico, esse gótico que como nenhum é uma arte católica.

Também em sua arquitetura, Notre-Dame é símbolo da arte da Igreja Católica, e portanto, da própria Igreja Católica. Esse simbolismo de Notre-Dame, além de sua beleza, era reconhecido e admirado por milhões de pessoas que a visitavam ano após ano. Mas é provável que o próximo 15 de abril, quando se cumpre o primeiro ano do incêndio de Notre-Dame, o mundo não se recorde tanto da paradigmática igreja, pois a sua mente está ocupada com a epidemia que cobre o globo.

Porém… não se deveria meditar nesses dias – ainda que por alguns momentos – em Notre-Dame de Paris? E muito desproporcional pensar hoje que o incêndio de Notre-Dame foi um aviso para a humanidade? Um aviso de que se preparasse para tempos difíceis?  Um aviso talvez de que a deterioração da fé em muitas almas, comportaria duras consequências para a cristandade? Não seria o incêndio de Notre-Dame um chamado a restaurar a fé, a piedade, a busca da prática da lei de Deus, a paz com Deus?

São essas perguntas que cremos não ser desvario levantá-las. Notre-Dame não sucumbiu. Pelo esforço generoso de muitos, pelas orações de muitíssimos que imploraram a Deus forças para quem combatia as devoradoras chamas. Pelas orações de muitos que também pediam misericórdia ao Criador.

Não será também isto uma mensagem para nossos dias vindas do incêndio em Notre-Dame de Paris?

Resta-nos dizer: Nossa Senhora de Paris, Virgem gloriosa e bendita, rogai por nós, tende misericórdia de nós.

Por Saúl Castiblanco

Traduzido de Gaudium Press Espanhol, com pequenas adaptações.

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