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Igrejas queimam no Chile: fogo, silêncio e mentira

Profunda contradição: manifestantes políticos possuem uma curiosa preferência pela depredação do patrimônio religioso católico. Qual é a atitude dos que deveriam defendê-lo?

Redação (21/10/2020 10:52, Gaudium Press) Fato revoltante. “Comemorações” pelo aniversário de um ano dos protestos sociais no Chile: dois templos – a capela dos Carabineiros e a Igreja de Nossa Senhora da Assunção – serviam de “combustível” para iluminar a “festa”, composta de homens e mulheres encapuzados, que se entretinham e exclamavam ao ver os edifícios ruindo pelas chamas.

Impressiona, desde já, o profundo gosto que os manifestantes contemporâneos têm demonstrado por vandalizar o patrimônio religioso – católico, evidentemente – quando seus protestos visam, em princípio, objetivos políticos… Enfim, vamos adiante.

O quadro, que chamaríamos, no mínimo, assustador, estava bem ao gosto de um certo Imperador Nero. Este costumava promover festas, onde os convivas transitavam despreocupadamente em meio a postes de luz, cujo combustível eram seres humanos, todos eles cristãos, sendo queimados vivos!!! Os gemidos de dor dos executados serviam de fundo musical para as comemorações, que se davam, é claro, nos próprios jardins do imperador.

É verdade que, no Chile, até agora só se queimaram edifícios, e infelizmente, estes não têm voz para gritar…

E onde estavam aqueles que poderiam defendê-los?

Um dos templos atacados foi a capela dos carabineiros: há queixas de que não se viu nenhuma atuação significativa por parte deles durante o ocorrido. O curioso é que havia sim carabineiros defendendo um hotel, desativado há um ano, e este permaneceu ileso.

Mais ainda, há militares acusados de estarem presentes, promovendo o ato!

No campo civil, a única medida tomada foi enviar bombeiros para jogar água nas chamas, quando a igreja já estava no chão.

Esperamos que, quando o fogo dos acontecimentos começar a se alastrar – e vai se alastrar – eles não esperem estar tudo reduzido a cinzas para começar a apagar o incêndio.

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Silenciosa também foi a reação de tantas outras autoridades que, a muito mais títulos, teriam obrigação de se pronunciar a respeito.

Ora, hoje em dia, com a facilidade de comunicação, não é preciso que um incêndio ocorra no próprio jardim para dele se tomar conhecimento, haja vista as queimadas na Amazônia, tão criticadas em certos meios atualmente…

Deixar de tomar posição diante de um ato desses significa, ou uma ignorância completa dos acontecimentos – o que é menos provável –, ou uma omissão. E, se esta última hipótese for a verdadeira, não será esta omissão um sinônimo de conivência, cumplicidade e encobrimento? Afinal, “quem cala consente”.

Ademais, sabemos que nos jardins onde tanto se fala de queimadas, há muita coisa pegando fogo, e muita gente calada.

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Por fim, a mentira: durante a Revolução Francesa, Madame Roland proferiu uma célebre frase, enquanto subia à guilhotina: “Liberdade, liberdade, quantos crimes são cometidos em teu nome!”

Estes atentados que têm sido perpetrados contra igrejas – e, consequentemente, contra a Igreja – costumam ser feitos em nome da liberdade.

Profunda contradição: para defender a liberdade, ataca-se a própria liberdade.

O problema é que mentira tem perna curta. Se aqueles que devem atacar esses atos de vandalismo continuarem sendo omissos, e não tomarem uma atitude séria, daqui a pouco, verão a máscara desses “manifestantes políticos” cair, e por detrás dela, diante deles, estará apenas a guilhotina.

Por Oto Pereira.

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