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Governo indiano nega que exista perseguição contra cristãos

O governo indiano negou diante do Supremo Tribunal que existe uma perseguição violenta contra os cristãos no país

Redação (18/08/2022 12:15, Gaudium Press) O Arcebispo de Bangalore, Dom Peter Machado, o Fórum de Solidariedade Nacional e a Comunidade Evangélica da Índia depuseram uma ação contra o governo indiano.

O litígio de interesse público declara que em média acontecem todo mês entre 45 e 50 ataques violentos contra os cristãos na Índia.

Na petição, os autores declaram que o último mês de maio atingiu o recorde de 57 ataques graves contra a minoria.

O Arcebispo e as Organizações citadas pedem que medidas sejam tomadas com urgência para cessar a perseguição aos cristãos.

Contudo, o governo indiano pediu a rejeição de tal petição afirmando que por detrás do pedido existe uma “intenção enviesada”.

Na declaração submetida à Suprema Corte indiana, no último dia 16 de agosto, o governo vê a petição como enganosa.

O governo indiano nega a perseguição contra cristãos

Tushar Mehta, representante do governo e solicitante para a retirada do pedido dos cristãos, afirmou que os fatos alegados são mal elaborados e baseados em meras conjecturas.

Ele afirmou também que a legação visa o interesse particular, pois os fatos foram compilados pelas mesmas organizações interessadas.

Em resumo, o governo declarou que o pedido é de “tendência perigosa” e nega que exista uma perseguição contra os cristãos indianos.

Ele afirmou que os incidentes de ataques podem ser registrados nas respectivas províncias e que não há necessidade de abordar o assunto com o supremo tribunal do país.

Sobre a acusação de que a polícia muitas vezes age de maneira tendenciosa nos ataques, Mehta negou e afirmou que a “a polícia tomou medidas imediatas em vários casos e conduziu a investigação necessária de acordo com as leis”.

Os cristãos vão continuar com a petição

Por sua vez, o advogado Colin Gonsalves, representante dos cristãos, afirmou diante dos juízes que 500 ataques foram registrados apenas em 2021.

O advogado pediu um tempo para apresentar mais provas e para responder os ponos levantados pela declaração do governo.

A perseguição contra cristãos, na Índia vem de longa data e se intensificou nos últimos anos com ações movidas por extremistas hindus.

Frequentemente os cristãos são acusados de violar a lei de “anti-conversão”. Além disso, ataques de violência contra pessoas ou propriedades são moeda corrente no país asiático. (FM)

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