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Governo chinês ordena pregar o comunismo em sermões da igreja oficial

Apesar da pandemia, a repressão segue afetando os sacerdotes do país, que são pressionados à pregar o comunismo.

China – Pequim (14/05/2020 16:30, Gaudium Press) Uma nova ameaça à liberdade religiosa foi denunciada pela revista especializada ‘Bitter Winter’. Durante a pandemia de coronavírus, as autoridades chinesas estão restringindo as atividades religiosas e bloqueando os eventos religiosos na internet. À esta violação se soma a expedição de novas medidas impostas aos sacerdotes registrados oficialmente. O estado busca impôr a ideologia através da ordem de pregar o comunismo.

O Departamento de Trabalho da Frente Unida do condado de Huantai na cidade de Zibo difundiu uma destas ordens. No dia 13 de abril enviou uma resolução aos grupos religiosos e membros do clero. No documento se exige comunicar o “amor pelo país e a Comunidade”. Um sacerdote local denunciou que três dias depois recebeu a indicação de um funcionário de fazer um estudo do pensamento do presidente Xi Jinping. Se o sacerdote reprovasse em um exame sobre esta matéria, enfrentava o risco da expulsão de seu ministério.

Pregar o comunismo no lugar de Cristo

A política faz eco a uma iniciativa do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos de Shenyang do mês de fevereiro. Em um documento, a instituição ordenou às comunidades religiosas locais promover o pensamento de Xi Jinping. Nos lugares de culto se pediu que fosse feita a leitura de textos sobre ideologia política e se redigisse ensaios relacionados. Os sermões deveriam introduzir esses conhecimentos para garantir sua adaptação à identidade chinesa.

Várias comunidades cristãs oficialistas difundiram amplamente esse requerimento. Nelas se frisou a necessidade de promover a “adoção do socialismo”. Um pregador cristão clandestino denunciou à revista que o regime impõem aos cidadãos que frequentem somente os templos autorizados. “Quando se ingressa em tais igrejas, você tem que aceitar a doutrinação do governo sobre os valores socialistas chineses”, afirmou. “As cruzes são substituídas por bandeiras nacionais, e lhes dizem que amem o partido comunista. A situação é grave. É o maior desafio para os cristãos”. (EPC)

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