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Funerais dignos de uma monarca

O desenrolar do cerimonial do velório e sepultamento da Rainha Elizabeth II atraiu milhares de admiradores seus que, saudosos, lhe desejaram o último adeus.

Foto: Wikipedia

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Redação (19/09/2022 16:41, Gaudium Press) Terminando o reinado mais longo da história britânica, Elizabeth II faleceu pacificamente, cercada por alguns membros de sua família, no castelo de Balmoral, Escócia. E embora, no mundo hodierno, tudo esteja assaz voltado para o prático e funcional, ao mesmo tempo que alheado das solenidades, da grandeza e do esplendor, nenhum detalhe do cerimonial do velório e sepultamento da rainha da Inglaterra foi dispensado.

Ressaltando a nobreza e a dignidade daquela que, durante 70 anos, foi, a título muito especial, uma referência e modelo para sua nação, todos as procissões e vigílias foram executadas com o máximo decoro.

Deixando o castelo de Balmoral, o féretro da rainha dirigiu-se para o Palácio de Holyroodhouse, em Edimburgo (residência oficial da monarca, na Escócia). De lá partiu em procissão para a Catedral de Saint-Giles, onde o público pôde reverenciá-la durante pouco mais de 24h.

Uma solene procissão formada por militares e membros da Família Real transladou o caixão (drapejado pelo estandarte real e encimado pela Coroa Imperial) do Palácio de Buckingham até o Westminster Hall. O público, que se manifestava comovido, assistiu à procissão sob as bandeiras inglesas que decoravam o percurso.

Até esta manhã, o corpo da Rainha Elizabeth II permaneceu em Westminster Hall, o mesmo local que vinte anos antes havia acolhido o velório de sua mãe, Queen Mary, e para onde acorreram mais de 200.000 pessoas desejosas de ver seu esquife.

O caixão da Rainha Elizabeth II, posto sobre um catafalco, foi abrigado pelo belo teto de madeira do século XI do Westminster Hall, além de vigiado pelos guardas da Casa Real. Já dentro do recinto e depositado sobre o estrado com um exímio cerimonial, foi permitida a entrada do público.

O ambiente sério que circunda o catafalco leva a pensar não só na gravidade da morte, mas especialmente no passado daquela monarca que, sendo inegavelmente um símbolo da tradição, da nobreza e dos últimos traços da civilização cristã, deixou este mundo. As lágrimas daqueles que chegaram a encerrar uma fila de 8Km, são o testemunho do pesar e das saudades por este passado de glória.

Hoje, por fim, o corpo foi transladado para a Abadia de Westminster[1], quando houve dois minutos de silêncio em todo o país. O cortejo fúnebre seguiu mais tarde desde a mencionada Abadia até o Wellington Arch, onde o caixão fez seu percurso final, em direção à capela de Saint George[2], no Castelo de Windsor, tendo sido finalmente enterrado na Capela Memorial do Rei Jorge VI.

Que a admirável imagem de Elizabeth II, embora não mais entre os homens, não seja apagada da alma de quantos a tomaram por guia de seu povo.

Por Cícero Leite


[1] A Abadia de Westminster é a histórica igreja onde são coroados os reis e rainhas da Inglaterra. Lugar, portanto, da coroação de Elizabeth II, em 1953, e também de seu casamento com o Príncipe Philip, no ano de 1947.

[2] A capela de Saint George é a igreja normalmente escolhida pela Família Real para casamentos, batismos e funerais. Foi onde se realizou recentemente o casamento do Duque e a Duquesa de Sussex, Príncipe Harry e Meghan, e onde ocorreu o funeral do Príncipe Philip, em abril de 2021.

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