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EUA: Os dias do bispo de Tyler estão contados?

Desde a visita apostólica por parte do Dicastério para os Bispos, vários previram que o processo terminaria no afastamento de Dom Joseph Strickland de sua diocese de Tyler, Texas.

Foto: Diocese de Tyler

Foto: Diocese de Tyler

Redação (15/09/2023 10:15, Gaudium Press) Desde a visita apostólica, em junho, por parte do Dicastério para os Bispos, vários previram que o processo terminaria no afastamento de Dom Joseph Strickland de sua diocese de Tyler, no Texas.

Agora, alguns meios de comunicação relatam que, em 9 de setembro, o Papa se reuniu com Dom Robert Prevost, prefeito do Dicastério para os Bispos, e Dom Cristophe Pierre, Núncio nos EUA, para discutir os resultados da visita apostólica e a possível saída do prelado.

“A situação do bispo Strickland está na agenda”, disse um alto funcionário, próximo ao dicastério, ao The Pillar Catholic , “e a expectativa é que o Santo Padre solicite sua renúncia; essa certamente será a recomendação feita a ele.”

Embora a visita apostólica não tenha sido sobre as conservadoras posições doutrinárias do bispo Strickland, mas sobre aspectos de seu governo e gestão econômica, ninguém duvida que o principal motivo sejam as declarações críticas emitidas pelo bispo, que chegou a afirmar que Francisco tem um “programa [para] minar o depósito da fé”.

Fontes do Vaticano disseram que seria muito estranho o papa depor o bispo, algo incomum, mas que ele seria convidado a apresentar sua renúncia.

Enquanto os acontecimentos se desenrolam, o bispo Strickland acaba de publicar uma carta pastoral, tratando sobre a correta recepção dos sacramentos e a doutrina do pecado grave, acentuando sua caracterização como um prelado conservador.

Entretanto, não está claro se uma sugestão ou pressão do Vaticano forçará a renúncia do bispo, que já declarou que “eles não vão me parar”. “Quando falamos a verdade de Jesus Cristo, não há o politicamente correto. E o mundo pode tentar nos calar, mas não vai funcionar.”

A situação do prelado, se atingir níveis máximos de tensão, não deixará de representar uma nova dor de cabeça com a Igreja americana, principalmente nos setores magoados com o que consideram ser falta de apreço do atual pontificado, ratificado pelos comentários do Pontífice, emitidos em Portugal, sobre setores reacionários na Igreja dos EUA, que têm uma visão ‘indietrista’ e ideologizada. Além disso, a deposição do Bispo não deixará de suscitar perguntas por parte daqueles que questionam sobre a razão pela qual os prelados que entram abertamente em conflito com a doutrina de dois mil anos da Igreja não foram sujeitos a tais punições.

 

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