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Dois minutos de um angélico concerto

Em todas as dificuldades devemos implorar o divino socorro do Céu.

Redação (18/04/2021 12:33, Gaudium Press) As “Crônicas Franciscanas”, que narram episódios encantadores da vida de São Francisco, contam-nos que ele decidiu isolar-se durante alguns dias numa daquelas maravilhosas montanhas da Itália. Para imitar o Divino Salvador, desejava orar e jejuar a pão e água durante 40 dias.

Decorridas algumas semanas, sentiu as consequências da fraqueza da natureza humana. Julgava não ter forças para levar até o fim o seu sublime propósito.

Mas como Jesus nos ensinou que tudo o que pedíssemos ao Pai em seu nome, Ele no-lo daria, lançou Francisco um apelo ao Criador:

“Senhor, fazei-me experimentar um pouco da felicidade de que gozam os bem-aventurados na Pátria Eterna! Se me atenderdes, conseguirei seguramente imitar o vosso divino exemplo, orando e jejuando durante 40 dias”.

Sua prece foi imediatamente atendida. Enviou-lhe Deus um esplendoroso Anjo, com a forma de um jovem, portando nas mãos um belíssimo instrumento musical.

“Francisco”, disse-lhe o celestial mensageiro, “eu te farei ouvir um pequeno trecho de uma das incontáveis melodias que se entoam continuamente na Corte Celeste. Um trecho apenas, pois, se eu a executasse inteira, tua alma se separaria do corpo e voaria para Deus”.

Foram dois minutos de um angélico concerto! Inebriou, todavia, de tal felicidade a alma do Santo, que mais tarde confidenciou ele a seus irmãos de vocação:

“Eu estaria disposto a jejuar durante mil anos, para experimentar novamente em minha alma, durante apenas dois minutos, aquela felicidade, impossível de ser descrita com a linguagem desta terra”.

União entre o Céu e a terra

Ora, se os Santos Anjos, sendo tão superiores aos homens em inteligência, poder e natureza, assim se põem ao nosso serviço, não devemos nós estar com os olhos sempre voltados para eles, implorando constantemente o seu auxílio?

Com efeito, nós não formamos um universo separado desses seres gloriosos, pois existem somente duas sociedades – a dos Anjos e a dos homens.

Deus quer que com as nossas orações solidifiquemos essa união entre o Céu e a terra, entre os Anjos e os homens. Assim, nesse convívio sobrenatural, a alma receberá graças para vencer todas as batalhas que lhe advierem.

Texto extraído, com adaptações, da Revista Arautos do Evangelho n.8, agosto 2002.

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