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Diocese de Pyongyang, Coreia do Norte, será consagrada a Nossa Senhora de Fátima

O anúncio da Consagração de Pyongyang foi feito pelo Cardeal Soo-jung Yeom, Arcebispo de Seul e Administrador Apostólico da Diocese norte-coreana.

Coreia do Sul – Seul (29/06/2020 11:00, Gaudium Press) O Cardeal Soo-jung Yeom, Arcebispo de Seul, Coreia do Sul, presidiu uma Missa na Catedral de Myeongdong para celebrar os 70 anos do início da Guerra da Coreia. Durante a cerimônia, ele anunciou a decisão de consagrar em breve a Diocese de Pyongyang, Coreia do Norte, a Nossa Senhora de Fátima.

A autoridade do prelado para tomar esta decisão vem do fato de que a Diocese de Pyongyang, apesar de estar em um país que proíbe completamente a religião católica, continua ativa para a Santa Sé. As dioceses norte-coreanas foram confiadas à autoridade dos Bispos da Coreia do Sul, embora estes não possam atravessar as fronteiras nem exercer seu ministério no país comunista. Os Bispos norte-coreanos foram perseguidos e faleceram em meio da perseguição do século XX.

Pyongyang, uma Diocese deserta

No caso de Pyongyang, seu Bispo, Dom Francis Hong Yong-ho, foi capturado em 1949 e desapareceu. No momento de sua prisão, o prelado tinha a dignidade de Vigário Apostólico, mas o Papa São João XXIII o nomeou Bispo em 1962. Apesar dessa nomeação, que significou maior pressão sobre o regime comunista em favor de sua libertação, nunca se teve notícia de seu paradeiro. A Diocese de Pyongyang foi confiada ao Arcebispo de Seul na qualidade de Administrador Apostólico.

“A razão pela qual recordo nossa história de 70 anos, sendo um dos que experimentou a guerra de 25 de junho de maneira direta, é para pedir-lhes que juntem todas as forças e todos os corações para poder servir, como seja, à construção de nossa Península coreana”, manifestou o Arcebispo em sua pregação, segundo AsiaNews. O purpurado pediu para trabalhar por “uma sociedade na qual todo o povo, tanto do sul quanto do Norte, livres dos grilhões do passado através da ‘purificação da memória’, vivam uma vida verdadeiramente humana, na ‘verdadeira paz que o Senhor nos concede’”.

A celebração contou com a presença de numerosos sacerdotes, religiosos e leigos, embora o número tenha sido limitado por conta das normas de prevenção de contágio de Covid-19. De acordo com o determinado na Assembleia Plenária dos Bispos da Coreia do Sul, a celebração pelos 70 anos do início da guerra foi realizada a nível diocesano e não nacional. (EPC)

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