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“Deus se revela no silêncio”, afirma reitor do Santuário de Fátima

Padre Carlos Cabecinhas ressaltou que “é no silêncio, nas pequenas coisas, nos pequenos ‘nadas’, que compõem o nosso dia a dia, que Deus se revela”.

Portugal – Fátima (10/08/2020 12:00, Gaudium Press) No último domingo, 09 de agosto, o reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, presidiu a Santa Missa no templo mariano.

Em sua homilia, o sacerdote abordou o tema da Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Evangelho do dia. “Esta Fé que se manifesta na confiança, que se alimenta na oração e que vive atenta aos sinais da presença de Deus nas nossas vidas, encontra expressão na confiança em Jesus Cristo”, exortou.

A imagem da barca como representação da Igreja e de cada um de nós

Ao tratar sobre a figura da barca, Padre Cabecinhas explicou que na tradição cristã, a imagem da barca sempre foi utilizada para se referir a figura “Igreja em sua caminhada histórica, que ora navega em águas calmas, ora experimenta as tempestades”. Desta forma, o texto do Evangelho “foi lido, através dos tempos, como um convite à confiança em Jesus, que nunca abandona a sua Igreja”.

Entretanto, esse termo presente no Evangelho, pode ser aplicado “a cada um de nós, a cada cristão, que faz também a experiência das tempestades, dos perigos de naufrágio, dos momentos de tribulação e incerteza, como são os da atual pandemia”.

Na oração adquirimos intimidade e familiaridade com Deus

Segundo o reitor do Santuário português, “esta confiança para qual Jesus nos exorta é a primeira exortação do Evangelho, e alimenta-se na oração”, pois considera que “é na oração que adquirimos a intimidade e familiaridade com Deus que alimenta e fortalece a nossa confiança n’Ele”.

“Quem tem Fé e confia em Deus, reza, sente necessidade da oração, do encontro e diálogo com Deus, da comunhão com Ele”. Desta forma, “a qualidade da nossa oração manifesta a solidez da nossa Fé e a força da nossa confiança”.

A oração não é uma perda de tempo

O reitor do Santuário de Fátima recordou ainda que “em um mundo, como o nosso, em que se valoriza a eficácia acima de tudo, gastar tempo em oração aparece como uma perda de tempo, uma inutilidade, mas é esse testemunho que somos convidados a dar, é essa experiência que somos desafiados a fazer, de quem confia na oração, no encontro com Deus e não tem vergonha disso”.

“É a oração e a familiaridade com Jesus Cristo que nos permite reconhecer a sua presença ao nosso lado”, destacou.

Deus se revela no silêncio

Ressaltando ainda o testemunho dos Santos Pastorinhos de Fátima, e a sua confiança inabalável em Deus e o desejo do encontro com Ele na oração, Padre Carlos Cabecinhas afirmou que “é no silêncio, nas pequenas coisas, nos pequenos ‘nadas’, que compõem o nosso dia a dia, que Deus se revela”.

“Os videntes de Fátima passaram longos momentos em oração, conforme o apelo insistente quer do Anjo, quer de Nossa Senhora, e por isso, tornaram-se capazes de reconhecer a presença de Deus nas suas vidas. Mesmo no meio das dificuldades e tribulações, manifestaram uma confiança em Deus que resistiu a toda prova”, concluiu. (EPC)

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