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Custódio da Terra Santa celebra solenidade da dedicação da Basílica do Santo Sepulcro

Frei Francesco Patton apontou a beleza desfigurada e a beleza transfigurada como uma possível síntese da mensagem desta festa.

Israel – Jerusalém (16/07/2020 14:00, Gaudium Press) Na última quarta-feira, 15 de julho, o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patton, presidiu a Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro.

Em sua homilia, o religioso apontou a beleza desfigurada e a beleza transfigurada como “uma possível síntese da mensagem deste lugar e desta festa. Estes dois aspectos concernem a Jesus de Nazaré crucificado e ressuscitado, concernem a Igreja, concernem a cada um de nós”.

Beleza desfigurada e transfigurada na Igreja

“Este lugar e a festa de hoje nos recordam que também na Igreja há uma beleza desfigurada e transfigurada. É como se este lugar levasse fisicamente dentro de si não apenas a recordação da paixão e a ressurreição do Senhor, mas também a paixão e a ressurreição da Igreja”, ressaltou.

Segundo o Custódio da Terra Santa, a beleza da Igreja “está desfigurada sobretudo pelo pecado dos seus filhos, pelos escândalos que aos poucos tornam ineficazes sua pregação e sua ação, e por todos os escândalos vinculados à nossa conduta antievangélica, dos quais os meios de comunicação se nutrem”.

Já a beleza transfigurada da Igreja é a que brilha “no testemunho oferecido pelos esposos quando se amam fiel e fecundamente; nas pessoas consagradas, quando se dedicam a semear a fraternidade no mundo de hoje, que idolatra o ego, o êxito e o prazer; nos pastores quando permanecem próximo do rebanho de Cristo colocando em risco sua vida, pois não querem abandonar o rebanho que lhes foi confiado”.

Beleza desfigurada e transfigurada em cada um de nós

Frei Patton concluiu sua homilia falando sobre a beleza desfigurada e transfigurada em cada um de nós. Segundo o Custódio da Terra Santa, “se nosso pecado desfigura a obra de Deus em nós, o amor infinito com que o Pai nos ama, oferecendo seu Filho por nós, nos dá a beleza transfigurada do homem redimido que participa na Páscoa de Jesus”. (EPC)

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