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Cubanos no Vaticano para pedir ao Papa a libertação de sua ilha

Ontem centenas de cubanos quiseram entrar na Praça de São Pedro. 

Redação (25/10/2021 16:08, Gaudium Press) O mundo inteiro olhou entre surpreso e indignado as massivas manifestações de julho passado em diversos pontos de Cuba, pedindo essencialmente a liberdade e o fim do regime opressor.

Algo que não se via desde que, em 1994, ocorreu o que ficou conhecido como Maleconazo, durante o governo de Fidel Castro. O mundo ficou surpreso com as manifestações, indignou-se com a repressão aos protestos, mas, no final, não se surpreendeu com o férreo aparato tirânico que o governo usou para silenciar as muitas vozes dissidentes.

“Pátria e Vida” é o slogan utilizado nas manifestações, opondo-se ao de “Pátria ou Morte” do regime. Alguns também queriam que os protestos assumissem um aspecto religioso e levaram imagens da Padroeira, a Virgem da Caridade do Cobre. Embora o comunismo tenha afetado grandemente a fé, a sombra de um passado católico ainda sobrevoa a ilha e sobrevive em muitos corações.

Os opositores, que continuam fora das prisões, discretos e em número crescente, já anunciaram novas manifestações para o dia 15 de novembro, pois justamente na data em que iam realizá-las, dia 20 desse mês, o governo resolveu realizar exercícios militares. Certamente a imaginação do governo vai pensar em algo para o dia 15, mas os adversários estão decididos.

Enquanto isso, um grupo de cubanos, centenas, teve a ideia de se manifestar ontem no Vaticano pedindo o apoio da Santa Sé para as lutas pela liberdade em seu país. Por fim, os guardas permitiram que apenas 50 pessoas entrassem na Praça de São Pedro, avisando-os de que não seria permitido nenhum slogan ou bandeira.

No entanto, o golpe publicitário já havia sido dado, pois a mídia de todo o mundo registrou os cubanos percorrendo a Praça do Vaticano durante o Angelus, entoando uma versão atualizada do lema que animou as manifestações de julho: “Deus, Pátria, Vida e Liberdade.

Não obstante, um dos que entraram na Praça se atreveu a desdobrar a bandeira e permaneceu com ela de joelhos por alguns momentos, enquanto se ouvia ao fundo a voz do Papa, meditando sobre a leitura do dia. Foram poucos segundos, até que a Polizia se aproximou e arrancou a bandeira de suas mãos.

Bravo por este valiente cubano y patriota , hoy 24 octubre 2021 en el Vaticano @ComisionEuropea @CIDH @charanzova@PowerUSAID @amnistia @ONU_derechos @abc_es @dw_espanol @rtvenoticias #TodosSomosArchipiego #PatriayVida #Cuba . pic.twitter.com/83QL0zkIyP

— Esteban Lazo, El Yonqui (@LazoParodia) October 24, 2021

Enquanto isso, nos arredores da Praça, na Avenida de la Conziliazione, em um gesto patriota e de fé, muitos dos manifestantes cubanos se ajoelharam.

Em suma, o clima está ‘esquentando’ para as manifestações de 15 de novembro, que não vão pegar o mundo de surpresa, nem o regime. Estima-se que mais de 500 dos manifestantes de 11 de julho continuam presos até o momento, vários deles já com condenações definitivas pela sumária justiça cubana.

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