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Cruz cristã de 1.200 anos e com mais de 3 toneladas é encontrada no Paquistão

Essa é uma das maiores cruzes descobertas no subcontinente e o primeiro testemunho da religião cristã no Baltistão.

Paquistão – Skardu (17/06/2020 12:00, Gaudium Press) Uma cruz cristã feita de mármore, pesando mais de três toneladas, foi descoberta em Skardu, no norte do Paquistão. Segundo análises iniciais, o objeto, encontrado nas montanhas de Kavardo, na região do Baltistão, possui mais de 1.200 anos.

Universidade envia grupo para estudar descoberta

Uma equipe foi enviada ao local pela Universidade do Baltistão, em Skardu, para estudar a descoberta. O grupo, que foi acompanhado por moradores e guias locais, é integrado pelo vice-chanceler, Muhammad Naeem Khan; pelo diretor acadêmico, Zakir Hussain Zakir; e pelo diretor de links externos, Ishtiaq Hussain Maqpoon.

“A enorme cruz de mármore, que pesa entre três a quatro toneladas e mede cerca de 7×6 pés (2,1 metros x 1,8 metro), foi encontrada a cerca de dois quilômetros do acampamento base, no topo das montanhas de Kavardo, no Baltistão, com vista para o Rio Indo”, diz comunicado divulgado pelos pesquisadores no dia 14 de junho.

A Universidade do Baltistão pretende estreitar laços acadêmicos com universidades europeias e norte-americanas, com o objetivo de determinar a data exata em que a “Cruz de Kavardo”, como foi apelidada, foi esculpida e descrevê-la de forma científica.

Primeiro testemunho de uma cruz cristã no Baltistão

De acordo com o pesquisador Wajid Bhatti, essa é uma das maiores cruzes descobertas no subcontinente e o primeiro testemunho de uma cruz sagrada no Baltistão.

Para Mansha Noor, diretor executivo da Caritas Paquistão, a descoberta é realmente uma grande notícia para todos, pois mostra que, apesar de atualmente não existirem famílias cristãs naquela região, “o cristianismo existia nesta área e deve ter havido uma igreja e casas de cristãos também”.

“Os cristãos daqui devem ter permissão para visitar a área e ver a cruz assim que todas as formalidades forem concluídas”, afirmou Norman Gill, um banqueiro católico com sede em Karachi, em entrevista à UCA News. (EPC)

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