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Corpos incorruptos com mais de 400 anos em convento de Clarissas

Os corpos incorruptos de 17 freiras: uma história que remonta há 4 séculos.

Redação (11/04/2021 16:45, Gaudium Press) Em Fara Sabina, no Lazio, há um convento de Clarisse Eremite no qual há 17 corpos incorruptos de freiras de clausura que têm 400 anos.

Este mistério sobre as “freiras mumificadas” iniciou no ano de 1806, com a promulgação do edito napoleônico de Saint Cloud no Reino da Itália.

Este edito estabeleceu que os sepultamentos deveriam ser realizados fora dos muros da cidade, em locais ensolarados e ventilados.

Segundo estudos científicos daqueles anos, dizia-se que túmulos dentro das cidades causavam epidemias e diversas doenças.

Para evitar a discriminação entre os cadáveres, todos os túmulos tinham que ser iguais, mas para os defuntos ilustres havia uma comissão de magistrados que decidia o que inserir no epitáfio da lápide.

Assim, além de uma razão higiênico-sanitária, o edito também tinha uma razão ideológica-política.

Para cumprir com as regras do Edito de Saint Cloud, as Clarissas se viram forçadas a desenterrar os corpos das irmãs de seu cemitério privado e transferi-los para fora da cidade.

Naquela ocasião, as irmãs ficaram surpresas porque encontraram 17 corpos daquelas Clarissas intactos e ainda com a musculatura íntegra.

Então as freiras em frente a essa cena preferiram conservá-las, colocando-as dentro de uma parede do mosteiro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Aliados bombardearam grande parte do mosteiro, e em 1963, a abadessa, Madre Beatrice Mistretta, decidiu mudar as regras das Clarissas que viviam completamente em silêncio, e junto com as irmãs reconstruiriam o mosteiro danificado pelo bombardeio.

Fazendo o trabalho de reconstrução houve outra grande surpresa: os corpos das 17 freiras incorruptas reapareceram, e nem mesmo foram danificadas pelas bombas.

O Teste de Carbono 14

As religiosas decidiram fazer a análise dos corpos com a técnica de carbono 14 que confirmou que os corpos datavam de meados do século XVII, coincidindo com o nascimento do mosteiro.

Essas 17 freiras parecem ter sido as primeiras irmãs a entrar naquele convento além das fundadoras.

Então, em 1994, as Clarissas decidiram colocar esses corpos misteriosamente intactos, em urnas de vidro e vesti-los com o hábito da ordem, ficando mais uma vez estupefatas porque nenhum corpo mesmo durante a vestição se deteriorou.

Assim, Deus preserva os corpos daquelas que inteiramente se entregaram a Ele durante a vida.

Com informações aleteia.it

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