Corda do Círio de Nazaré 2026 é exposta aos fiéis após passar por vistoria
Após rigorosa vistoria técnica pela Diretoria e Guarda de Nazaré, o principal símbolo das procissões já pode ser visitado por fiéis na capital paraense.
Belém – Pará (28/09/2026 10:36, Gaudium Press) No último sábado, 26 de setembro, a corda do Círio 2026 passou por uma vistoria completa feita pela Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) e pela Guarda de Nazaré. Essa é uma das etapas mais importantes da preparação para as duas principais procissões da quadra nazarena, o Círio e a Trasladação.
Corda pronta para cumprir sua missão
Cada detalhe da corda é checado durante a revisão. Também são verificados os nós, as argolas e a ligação com as estações de metal que auxiliam no traslado da berlinda. Além disso, a corda é medida novamente. No total, a corda possui 800 metros de extensão, divididos em duas partes de 400 metros, uma para cada procissão.
Segundo Antonio Sousa, coordenador do Círio 2026, “a vistoria é o momento em que temos a certeza de que a corda está pronta para cumprir a sua missão. É um trabalho minucioso, feito junto com a Guarda de Nazaré, porque a corda carrega a Fé de milhões de promesseiros, e a segurança de quem vai estar nela é a nossa prioridade”.
Exposição pública até a véspera das procissões
Após a revisão, a corda da Trasladação seguiu para a Estação Luciano Brambilla, e a corda do Círio, para a Estação das Docas. Até o dia 10 de outubro, véspera do Círio, elas poderão ser visitadas pelos fiéis de domingo a quinta-feira, das 10h à meia-noite, e às sextas e sábados, das 10h à 1h.
Desde 2023, a corda do Círio é produzida integralmente no Pará. O item, um dos maiores ícones da festividade, é confeccionado em malva e possui 60 milímetros de diâmetro. O Círio de Nazaré é a maior procissão mariana do mundo em um único dia, sendo realizado sempre no segundo fim de semana de outubro, que este ano cai nos dias 10 e 11 de outubro.
História da Corda do Círio de Nazaré
A Corda passou a fazer parte do Círio de Nazaré no ano de 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla, do Ver-o-Peso às Mercês, durante a procissão. Por conta disso, a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que na época era puxada por bois, ficou atolada e não conseguiu avançar.
Diante desta situação, um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis conseguissem movimentar o carro. A partir de então, seguiu-se a tradição de conduzir a berlinda com a corda enrolada no piso da carruagem. Trinta anos depois, a corda foi oficializada no Círio substituindo definitivamente os animais que puxavam a berlinda. (EPC)







Deixe seu comentário