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Continua o processo contra os vândalos da imagem de São Junípero

Mons. Cordileone disse que cancelar os processos contra os vândalos enviaria uma mensagem de insegurança a todas as pessoas de fé na região.

Redação (23/02/2021 12:19, Gaudium Press) Cancelar os processos contra cinco vândalas que destruíram uma estátua de São Junípero Serra no ano passado? Não, diz o Arcebispo de São Francisco, Mons. Salvatore Cordileone, pois isso criaria um precedente perigoso. Algumas pessoas estão pedindo que se dê continuidade ao processo.

“Se um crime capturado em vídeo e testemunhado pela polícia não tivesse sido levado a julgamento, uma mensagem profundamente perturbadora teria sido enviada às centenas de milhares de pessoas de fé no condado de Marin: igrejas, sinagogas, mesquitas e templos estão à mercê de pequenas turbas”, disse o prelado em um comunicado, 19 de fevereiro passado.

Ninguém poderia estar seguro

“Além do mais, isso criaria um precedente extremamente preocupante, pois ninguém estaria seguro de que aqueles que cometem crimes contra elas serão processados por seus delitos.” Mais claro não pode ser: o bem comum em si exige que essas vândalas sejam julgadas, e se consideradas culpadas – como tudo indica –, condenadas a pagar uma sentença proporcional.

O crime pelo qual as  vândalas estão sendo julgadas é a desfiguração e derrubamento, em outubro do ano passado, de uma estátua de São Junípero Serra, que se encontrava na propriedade da Missão São Rafael Arcanjo, em São Rafael, 32 km ao norte de São Francisco. A acusação é de vandalismo e os réus são cinco mulheres, duas de Oakland, uma do local e as outras duas de comunidades próximas.

A Missão São Rafael Arcanjo, embora não tenha sido fundada diretamente pelo grande apóstolo franciscano, deve sua existência ao seu legado. São Junípero fundou nove missões que formaram a atual Califórnia.

“Gostaria especialmente de agradecer ao Departamento de Polícia de São Rafael e à Promotoria do Condado de Marin por reconhecerem que a justiça social requer justiça: que todos gozamos da mesma proteção das leis”, declarou o arcebispo Cordileone.

Com informações CNA

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