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Com a candura e a inocência da pomba

A Festa do Batismo do Senhor convidou-nos à conversão, estimulando-nos a trilharmos nossa vida como verdadeiros filhos de Deus.

Redação (10/01/2022 08:35, Gaudium Press): A festividade do Batismo de Jesus foi escolhida para o encerramento do período natalino e o marco de entrada do Tempo Comum, o qual passa a considerar, nas leituras ao longo de todo o ano, a missão pública do Divino Mestre, acompanhada de milagres, curas, suas pregações e exorcismos, como nos relatam os Santos Evangelhos.

Mas, qual o ensinamento que esta festa nos transmitiu neste começo de ano?

Santo Ambrósio ensina que “o Batismo é esplendor das almas, transformação de vida, […] é ajuda à nossa fragilidade. […] O Batismo é veículo que conduz a Deus, peregrinação junto a Cristo, apoio da fé, perfeição da mente, chave do Reino dos Céus, mudança de vida, destruição da escravidão e libertação das amarras”.[1]

Um convite à conversão

Eis então, o apelo feito na Festa do Batismo: a necessidade de vivermos conforme este santo Sacramento, ou seja, como autênticos filhos de Deus. Não é à toa que Deus tomou a pomba não apenas como símbolo do Espírito Santo, mas também para fazer-nos recordar que o templo de nossa alma deve ser conservado com a candura e a simplicidade da pomba, humildes e inocentes.

Se nossa consciência aponta erros e falhas em nosso caminho, isto não deve ser motivo de desânimo e de desespero, mas crer com fé no poder do perdão de Deus, o qual está disposto a perdoar-nos, a qualquer momento, de nossas faltas. Basta apresentarmo-nos diante d’Ele na Confissão, com o coração humilde e arrependido de nossas más ações, aspirando a emenda de nossas transgressões, com alegria e confiança absoluta em sua infinita misericórdia.

Por Guilherme Motta


[1] SÃO GREGÓRIO NAZIANZENO. Homilía XL, n. 3. In: Homilías sobre la Nati­vidad. 2. ed. Madrid: Ciudad Nueva, 1992, p. 96-97.

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