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China impõe pregação do patriotismo como condição para reabrir os templos

“Como membros da Igreja Católica universal, não podemos aceitar e glorificar o que os comunistas consideram educação patriótica”, afirmou um sacerdote chinês.

China – Zhejiang (08/06/2020 10:00, Gaudium Press) Mais uma vez, as autoridades chinesas empregam a conjuntura atual para pressionar os sacerdotes católicos à promoverem a ideologia política oficial. Ao anunciar os requisitos para a reabertura de templos, após o isolamento pela pandemia de coronavírus, a Associação Patriótica Católica Chinesa incluiu a ordem de “pregar sobre o patriotismo”.

Pregação do patriotismo, medida de prevenção?

Segundo anunciado no dia 29 de maio pela organização na província de Zhejiang, “os lugares religiosos que cumprirem com as condições de prevenção de epidemias” poderiam ser reabertos a partir do dia 02 de junho. De acordo com a UCANews, a pregação sobre política está vinculado às medidas de prevenção.

As paróquias adquiriram os elementos de desinfecção requeridos e se comprometeram a reduzir o número de participantes. “Mas o primeiro requisito no aviso é ensinar uma boa lição sobre o patriotismo. Isso é incorreto”, expressou o Padre Liu, que serve em Hebei. “Como membros da Igreja Católica universal, não podemos aceitar e glorificar o que os comunistas consideram educação patriótica”.

Partido Comunista Chinês teme uma contrarrevolução

Um analista anônimo afirmou que a situação econômica atual no país é a verdadeira causa da pressão renovada sobre a Igreja. Para esta fonte, o Partido Comunista Chinês “teme uma contrarrevolução. Então querem que a gente se aferre ao patriotismo”. As fortes medidas de controle buscam evitar que os líderes religiosos cristãos possam criticar as ações do governo. (EPC)

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