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Catedral de Turim recebe cópia da “Última Ceia”

A obra, realizada no século XIX a pedido de Carlo Felice, duque de Saboia e rei de Cerdeña, havia passado por um processo de restauração.

Itália – Turim (25/06/2020 14:00, Gaudium Press) A Última Ceia de Leonardo da Vinci é uma das obras de arte religiosa mais conhecidas ao redor do mundo, foi elaborada pelo famoso pintor do renascimento italiano entre os anos 1495 e 1498, sobre a parede do refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie em Milão, e está inspirada nos últimos dias de Nosso Senhor, antes da traição de Judas.

Devido a importância da obra pictórica, várias cópias da mesma foram realizadas, uma das mais recentes é a Última Ceia de Luigi Gagna, elaborada no século XIX em Turim. A pintura, que havia passado por um processo de restauração, retornou à Catedral desta cidade, ao conhecido Duomo de Turim, onde também é custodiado o Santo Sudário.

Encontros na Catedral de Turim

Por ocasião da restauração e o retorno da grande obra ao templo, o Arcebispo de Turim, Dom Cesare Nosiglia, convidou para dois encontros na Catedral; o primeiro, que ocorreu na noite da terça-feira, 23, em torno do tema “Da escuridão à luz. A restauração da Última Ceia na Catedral de Turim”, consistiu em um itinerário tátil para conhecer de perto a obra de arte.

O segundo, ocorreu na última quinta-feira, 25, inspirado no tema “A ceia de toda uma vida. A vida em uma ceia”. Contou com a intervenção de Arabella Cifani, do Museu Diocesano de Turim, que aprofundou sobre a história e as curiosidades da cópia da Última Ceia. Também houve uma projeção com detalhes da pintura que não são visíveis de longe.

Elaborada a pedido de Carlo Felice

A cópia da grande obra de Leonardo da Vinci foi elaborada por Luigi Gagna atendendo ao pedido de Carlo Felice, duque de Saboia, Piamonte e Valle de Aosta, e rei de Cerdeña, que no ano de 1826 solicitou uma representação da Ceia do Senhor para situá-la no grande salão de seu palácio, onde a cada Quinta-feira Santa, como gesto de serviço, lavava os pés de doze pobres.

Compreendendo a importância de tal pedido, Gagna quis se inspirar no grandioso mural de da Vinci tomando a obra mestra como modelo. Assim, a cópia foi realizada em madeira, unindo cinco mesas e vendo a obra original em Milão. Logo foi transladada para Turim, onde o pintor juntou cada uma das peças, finalizando a obra em 1830, sendo instalada no palácio no dia 15 de outubro.

Desafortunadamente o rei Carlo Felice não pode realizar o gesto da lavagem dos pés diante da Cópia do quadro, já que faleceu na Quinta-Feira Santa de 1831. Pouco depois, seu herdeiro, Carlo Alberto, doou o quadro para a Catedral, onde foi instalado no dia 14 de julho de 1835. (EPC)

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