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Castidade: virtude antiquada?

Muitos “católicos” de hoje, dizendo-se discípulos de Cristo, se eximem de praticar a virtude angélica, como se fosse ela obsoleta.

Redação (15/03/2021 10:54, Gaudium Press) Há uma virtude cristã que cada vez mais cai em desuso na sociedade; e isso inclusive nos meios católicos.

Ora, desde há muito são ridicularizados aqueles que praticam a virtude da Castidade – sobretudo os varões –; tidos por loucos, desajustados e doentes.

O resultado é que a fraqueza da carne já não é mais, somente ela, a causa dos inúmeros pecados de incontinência que se cometem em nossos dias; mas a vergonha de se dizer católico praticante – e, portanto, praticante da castidade – leva a afundar no lodaçal da impureza – pelos pensamentos, palavras ou ações – mesmo as almas que nela não ousariam se sujar não fosse a o receio de ficar mal diante dos outros.

Paradoxo: o homem tem vergonha de desagradar aos homens; para isso comete faltas vergonhosas sabendo desagradar a Deus… que tudo vê.

Nosso Senhor Jesus Cristo assumiu nossa carne do corpo virginal de Maria Santíssima. Ele mesmo quis permanecer virgem para mostrar-nos a beleza da Castidade.

“A paixão [dos movimentos carnais] é a que mais tiraniza os homens; ela é universal, e o triunfo que o Evangelho sobre ela alcançou é uma das provas da divindade do Cristianismo”.[1]

Mas a péssima influência na sociedade daqueles que são ideologicamente opostos à virtude da Continência – opostos à Igreja Católica, portanto – continua sendo um dos grandes fatores para que os homens comecem a abraçar a impureza desde muito cedo.

Pouco ou nada se diz, todavia, para alertar do perigo que correm tais almas. Entregues às paixões, não tardarão em trocar definitivamente a Luz – Jesus Cristo – pelas trevas do pecado.

“O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas.” (Jo, 3, 19-20)

Sirva-nos este trecho do Evangelho como pretexto para um sério exame de consciência: como tenho agido eu com relação a esta tão séria e delicada virtude? Não será que tenho me afastado da Igreja ou daqueles que verdadeiramente a representam, para que minhas más ações não sejam denunciadas – ainda que na solidão de minha consciência?

Por Afonso Costa


[1] LACORDAIRE. Apud HOONAERT, J. A Grande Guerra. Bahia: Salesiana, 1928, p. 38.

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