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Cardeal Tolentino preside celebrações da padroeira no Santuário de Fátima

Diante dos 7.500 peregrinos presentes no Santuário português, o purpurado refletiu sobre a mensagem de Fátima e o sentido da peregrinação à Cova da Iria.

Portugal – Fátima (13/05/2021 11:44, Gaudium Press) Na manhã desta quinta-feira, 13 de maio, o Cardeal José Tolentino de Mendonça presidiu no Santuário de Fátima, a Santa Missa por ocasião do aniversário das aparições da Nossa Senhora aos três pastorinhos.

Diante dos 7.500 peregrinos presentes no Santuário português e dos milhares que acompanharam a celebração através dos meios de comunicação social e digital, o purpurado refletiu sobre a mensagem de Fátima e o sentido da peregrinação à Cova da Iria.

Fátima ensina como se ilumina um mundo que está às escuras

Durante a celebração, que teve como tema ‘Louvai o Senhor, que levanta os fracos’, o Cardeal português ressaltou que “Fátima ensina como se ilumina um mundo que está às escuras. Seja o pequeno mundo do nosso coração, seja o coração do vasto mundo”.

“Muitos olhando o santuário superficialmente, veem apenas a dramática expressão de tantas lágrimas, demandas e promessas. Mas os peregrinos de Fátima sabem que é muito mais do que isso. Chegamos aqui inquietos, vazios, divididos, irreconciliados ou sedentos, como o filho pródigo, e Maria realiza em nós – com que misericórdia, com que inesquecível doçura – o mandato de amor que recebeu de Jesus: ‘Mulher, eis aí o teu filho’, ‘eis aí os teus filhos’”, assegurou.

O relançamento espiritual pós-pandemia

Ao tratar sobre a pandemia de Covid-19, Dom José Tolentino Mendonça recomendou que seja realizado um “relançamento espiritual” para o pós-pandemia, que ultrapasse a “expressão material da vida”.

“Sem dúvida que é urgente garantir o pão e esse trabalho exigente deve unir e mobilizar as nossas sociedades. Mas as nossas sociedades precisam também de um relançamento espiritual. Sem o pão não vivemos, mas não vivemos só de pão. Os maiores momentos de crise foram superados infundindo uma alma nova, propondo caminhos de transformação interior e de reconstrução espiritual da nossa vida comum”, destacou.

Segundo o Cardeal, o mundo está passando por um imenso desafio no qual somos convidados a fazer uma “revisão crítica do caminho que realizámos até aqui, uma espécie de balanço interior que avalie os nossos estilos de vida. Não basta voltarmos exatamente ao que éramos antes: é preciso que nos tornemos melhores. É preciso um suplemento de alma. É preciso que desconfinemos o nosso coração”. (EPC)

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