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Cardeal Nichols afirma que já está na hora dos templos serem reabertos

O purpurado afirmou que se se permite ao menos a oração privada, este contato com Deus reanimará a Fé e trará notáveis benefícios para a sociedade.

Inglaterra – Westminster (04/06/2020 12:00, Gaudium Press) O Arcebispo de Westminster, Inglaterra, Cardeal Vincent Nichols, reiterou, durante homilia pela Festa de Pentecostes, o pedido de reabertura dos templos do país. O purpurado afirmou que se se permite ao menos a oração privada, este contato com Deus reanimará a Fé e trará notáveis benefícios para a sociedade.

O prelado comparou a situação dos fiéis em confinamento com a dos discípulos antes do Pentecostes. “Hoje pensamos no grupo de discípulos, com Maria, esperando, como lhes foi ordenado, no cenáculo. As portas estavam fechadas”, pregou o Arcebispo, segundo relatado por Zenit. Nestas condições, eles foram visitados por Cristo, que assoprou sobre eles. Após receber o Espírito Santo, eles deixaram o local para pregar abertamente.

Reabram os templos

“Nós também estamos esperando abrir estas portas, as portas de nossas igrejas. A espera tem sido difícil, mas temos aceitado a decisão do Governo de fechar nossas igrejas porque a proteção da vida exige isso”, afirmou o Cardeal Nichols. “Mas os anúncios do Primeiro Ministro de que alguns locais de vendas poderão ser abertos esta semana e que a maioria das lojas poderá ser aberta em 15 de junho, questiona diretamente as razões pelas quais nossas igrejas permanecem fechadas”.

O purpurado questionou a exclusão da Igreja. “O papel da Fé em nossa sociedade tornou-se ainda mais claro nestas últimas semanas: como motivação para o cuidado desinteressado dos enfermos e moribundos; para proporcionar conforto crucial na dor; como uma fonte de provisão imensa e efetiva para aqueles com necessidades agudas e urgentes; como uma visão da dignidade de cada pessoa, uma dignidade que deve estar no coração da reconstrução de nossa sociedade”, expressou. “A abertura de nossas igrejas, ainda que seja apenas para a oração individual, ajuda a alimentar esta contribuição vital para o nosso bem comum”.

O Espírito Santo não é impedido pelo confinamento

“Qual é o risco para uma pessoa que senta em silêncio em uma igreja que está sendo limpa, devidamente supervisionada e na qual se mantém a distância social?”, questionou o purpurado. “Agora é o momento de passar para a abertura gradual de nossas igrejas”.

O Arcebispo indicou que a ação do Espírito Santo não é interrompida pelos meios humanos e que é precisamente Ele que anima a Fé dos fiéis. “Como é difícil ficar longe desta comunhão eucarística. Quanto precisamos confiar no mesmo Espírito Santo para trazer a presença do Senhor aos nossos corações através da comunhão espiritual. O Espírito Santo pode fazer isso”, pregou. “Nenhum confinamento, muro ou regra pode limitar a obra graciosa do Espírito Santo, cujos dons são encontrados em tantos lugares”. (EPC)

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