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Cardeal Marx é responsável pelo fracasso do sínodo

Essas foram as palavras do Cardeal Müller, antigo prefeito da Doutrina da Fé, durante uma conversa com Riccardo Cascioli no programa I Venerdì della Bussola.

Redação (10/06/2021 16:11, Gaudium Press) Riccardo Cascioli, diretor do site La Nuova Bussola Quotidiana, em seu programa online I Venerdì della Bussola, teve uma conversa interessante com o cardeal alemão Gerhard Müller sobre vários temas.

A atenção do purpurado e de Cascioli foi ocupada com a recente renúncia do Cardeal Reinhard Marx não aceita pelo Pontífice; e sua relação com o chamado caminho sinodal alemão.

“Essa renúncia e o chamado caminho sinodal são duas coisas diferentes. Esses dois pontos não podem ser confundidos. Contudo, paralelamente esse ‘caminho’ também fracassou porque, como vimos, vai em uma direção que não tem nada a ver com a Igreja, com seus fundamentos, com a Bíblia e a tradição apostólica”, declarou o purpurado, aludindo como a um ‘filho legítimo’ essas ‘bênçãos’ às uniões homossexuais realizadas em 10 de maio passado, em várias igrejas alemãs.

A Igreja não falha, mas sim os homens

O purpurado afirmou que o Cardeal “Marx é responsável por este fracasso sinodal, e agora lança a culpa por um fracaso genérico da Igreja (‘A Igreja está em um ponto morto’, em suas palavras). Mas isso é inaceitável: ele quer sobrecarregar o Papa, que é seu amigo, com a tarefa de resolver os problemas que ele mesmo evitou, e não me parece muito justo”.

No entanto, “a Igreja é uma instituição divina, não pode falhar, enquanto os homens sim podem falhar. Também Judas falhou, inclusive os apóstolos no Gólgota falharam; portanto, não se pode falar de um fracasso da Igreja que é por natureza infalível.”

Acreditava-se que a Igreja era uma instituição política

Para o Cardeal Müller, o grande erro dos bispos alemães “é confundir a Igreja com uma instituição política, quando na verdade os bispos são os sucessores dos Apóstolos”. É verdade – falando dos abusos sexuais – que “muitos sacerdotes não têm sido fiéis ao sexto mandamento, mas não é culpa de Deus. Nem sua lei nem sua Palavra devem ser alteradas. Em vez disso, deve-se dizer com força que aqueles que agem contra os Dez Mandamentos são culpados”.

O purpurado coloca como um dos fatores decisivos da crise da Igreja Alemã sua proximidade com os protestantes luteranos, que “não podem ser um exemplo para nós, já que têm uma situação pior do que a nossa, com o sacerdócio feminino e o clero casado, além de não respeitar a indissolubilidade do matrimônio. São reflexões políticas que fingiam ser sobre o futuro da Igreja.”

Para o Cardeal Müller não é tanto um cisma que os bispos alemães, embarcados no caminho sinodal, querem produzir, mas “querem se estabelecer como guia da Igreja. Eles acreditam ser a vanguarda, o futuro, mas como bem disse São Irineu de Lyon, no século II, contra os gnósticos, ‘a fé cristã é a mesma em todo o mundo'”.

“Roma tem uma grande responsabilidade”

O purpurado apela novamente ao Papa, pois “Roma tem uma grande responsabilidade em manter a unidade da Igreja universal, que está confiada ao sucessor de Pedro; por isso deve fazer mais pela unidade da fé. Este é o tema que o Papa deve preferir; clima e migrantes são certamente questões importantes, mas são secundários em comparação com a unidade na fé que hoje a Igreja precisa.”

Em sua conversa com Cascioli, o cardeal Müller também lamentou – em relação ao tempo da pandemia – o erro cometido de “obedecer ao Estado e que este ditava a linha a ser seguida em relação aos Sacramentos e à Eucaristia. É a Igreja que tem a responsabilidade exclusiva pela liturgia; o Estado não tem poder para proibir a celebração da Santa Missa. Naturalmente, pode-se colaborar com os governos em matéria de segurança, mas não se pode aceitar limitações à liberdade religiosa, como aconteceu durante a pandemia em um grande número de países, transformando a Igreja em uma instituição sob a autoridade do Estado. Uma autoridade que se converteu em autoritarismo.”

Com informações do Everyday Compass https://brujulacotidiana.com/es/cisma-y-abusos-marx-es-el-responsible-del-fracaso

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