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Cardeal Marx anuncia sua renúncia como Arcebispo de Munique

O religioso possui apenas 67 anos, oito a menos que os 75 em que um Bispo deve oferecer canonicamente sua renúncia.

Alemanha – Munique (04/06/2021 14:43, Gaudium Press) O Cardeal Reinhard Marx, um dos conselheiros mais próximos do Papa, ofereceu ao Pontífice sua renúncia como Arcebispo de Munique e Freising. O religioso possui apenas 67 anos, oito a menos que os 75 em que um Bispo deve oferecer canonicamente sua renúncia.

O purpurado foi, durante muito tempo até 2020, presidente da Conferência Episcopal Alemã, e faz parte do Conselho dos Cardeais convocados em 2013 por Francisco, como assessor para a reforma da Cúria Romana, o chamado G-9. O Papa pode tornar essa renúncia efetiva ou não.

Um “beco sem saída” foi alcançado

Na carta onde anuncia sua oferta de renúncia, publicada com a autorização do Papa, o Cardeal Marx fala de “falhas pessoais”, “erros administrativos” e também de ” uma falha institucional e sistemática” na crise de abuso sexual por membros do clero na Alemanha.

“Parece-me – e é a minha impressão – que chegamos a um ‘beco sem saída’ que, no entanto, também pode se converter em um ponto de inflexão segundo a minha esperança pascal”, diz ele na declaração explicativa de sua renúncia.

No comunicado, o Cardeal Marx também manifesta que “esta decisão não é fácil para mim. Gosto de ser sacerdote e bispo e espero poder continuar a trabalhar pela Igreja no futuro. Meu serviço por esta Igreja e as pessoas não termina. No entanto, para apoiar um novo e necessário começo, gostaria de assumir a minha parte de responsabilidade pelos acontecimentos passados​​”.

Caminho Sinodal Alemão

O Cardeal afirmou que em sua renúncia somente tem um papel secundário “os acontecimentos e discussões das últimas semanas”, em referência às controvérsias que surgiram a partir das posições assumidas pelo chamado “Caminho Sinodal Alemão” e pelas recentes ‘bênçãos’ de casais homossexuais em cerca de 100 igrejas na Alemanha.

O purpurado tem sido um dos mais fortes partidários do questionado “Caminho Sinodal Alemão”, que na opinião de muitos ajuda a configurar uma situação pré-cismática da Igreja alemã. “Este caminho deve continuar”, reitera. (EPC)

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