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Cardeal de São Paulo preside cerimônia de elevação da Igreja de Sant’Ana à Basílica Menor

“Este templo já muito querido pelo povo fiel adquire um significado simbólico ainda maior, ornado com a dignidade de Basílica Menor”, afirmou o purpurado.

São Paulo (27/07/2020 15:00, Gaudium Press) Na tarde do último domingo, 26 de julho, o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, presidiu uma solene celebração eucarística em ação de graças pela concessão do título de Basílica menor à igreja matriz de Sant’Ana, localizada na Zona Norte da capital paulista.

Na ocasião também se comemorou a festa de Sant’Ana e São Joaquim, avós de Jesus, além do jubileu de 125 anos da Paróquia de Sant’Ana. A Santa Missa foi concelebrada por diversos Bispos e sacerdotes da Arquidiocese de São Paulo, assistida presencialmente por um numeroso público e transmitida por diversos meios de comunicação católicos. O coro e orquestra dos Arautos do Evangelho animaram a celebração através de cânticos gregorianos e polifônicos.

Os templos são como oásis de serenidade e paz

Em sua homilia, o Cardeal Odilo explicou que a Concessão do título de Basílica Menor à Igreja Matriz de Sant’Ana foi respaldada por abundantes justificativas históricas, litúrgicas e pastorais. “Este templo já muito querido pelo povo fiel adquire um significado simbólico ainda maior, ornado com a dignidade de Basílica Menor para a celebração dos divinos mistérios, o anúncio da palavra de Deus e o conforto da Fé, da esperança e da caridade”, declarou.

Destacando a importância dos sinais externos e dos simbolismos da Fé Católica para os fiéis, o purpurado ressaltou que os templos “precisam ser sinais claros da presença amorosa de Deus entre nós, pois constituem um auxílio importante para o testemunho e para a vivência da Fé”.

“No deserto árido e frenético da nossa cidade, os templos são como oásis de serenidade e paz, onde as pessoas podem repousar e matar sua sede de Deus e de sentido para sua vida”, assegurou.

Entrega solene do título de Basílica Menor

O Arcebispo de São Paulo manifestou sua alegria e contentamento ao entregar solenemente o título de Basílica Menor concedido recentemente pelo Papa Francisco à Igreja Matriz de Sant’Ana. “Hoje temos a alegria de fazer a entrega solene do título concedido. Alegria de marcar este venerando templo com essa distinção concedida pela autoridade da Igreja a templos especialmente significativos para a Evangelização, para a memória da Fé e o testemunho cristão nas Dioceses de todo o mundo”, expressou.

As Basílicas Menores estão unidas pelo seu significado simbólico às quatro Basílicas Maiores localizadas em Roma: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros. “Esses quatro venerandos templos são testemunhos e monumentos à Fé da Igreja e ao Ministério do sucessor de Pedro, que tem a missão de confirmar à todos os Irmãos na Fé e no caminho do Evangelho de Cristo”, afirmou Dom Odilo.

Quarta Basílica Menor na Arquidiocese de São Paulo

Concluindo sua homilia, o Cardeal acrescentou que a Basílica Menor de Santana soma-se às outras três Basílicas Menores já existentes na Arquidiocese de São Paulo: a Basílica do Carmo; Basílica da Assunção de Nossa Senhora do Mosteiro de São Bento; Basílica da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no bairro de Santa Ifigênia.

“Com elas, a Basílica de Santana nos recordará sempre nossa comunhão de Fé na Igreja de Cristo presidida pelos Bispos locais em comunhão de Fé e Caridade com o sucessor de Pedro, hoje o Papa Francisco”, complementou.

Insígnias Basilicais

O título de Basílica menor só pode ser concedido pelo Papa, para recebê-lo, a igreja deve ser reconhecida como um centro de atividade litúrgica e pastoral, sobretudo para as celebrações da Eucaristia, da Reconciliação e dos outros sacramentos, “sendo exemplar quanto à preparação e desenvolvimento, fiel na observância das normas litúrgicas e com a ativa participação do povo de Deus”, como destaca o decreto Domus Ecclesiae.

Por ser uma Basílica, a Matriz de Sant’Ana possui agora em seu presbitério dois símbolos basilicais que poderão ser contemplados pelos visitantes: a Umbela Basilical e o Tintinábulo.

A Umbela Basilical possui o formato de um guarda-sol semi-aberto, nas cores amarelo (ouro) e vermelho (púrpura), cores da cidade de Roma até Pio VII (posteriormente o Vaticano mudou suas cores para amarelo e branco, mas a tradição do amarelo e vermelho nas umbelas basilicais permaneceu). É a derivação de uma antiga tenda militar que servia para abrigar o imperador.

Essa insígnia tem doze bandas de tecido com alparavazes franjados nas mesmas cores, mas em ordem inversa. Cada um dos alparavazes são decorados com diferentes brasões: o do Papa que concedeu o título (Papa Francisco), do Arcebispo da época da concessão (Dom Odilo Pedro Sherer), da Arquidiocese à qual pertence a Igreja (São Paulo), da própria Basílica de Sant’Ana, do local onde se encontra (cidade de São Paulo) e do Reitor da época (Padre José Roberto). Arrematando o pavilhão, como timbre, é posto um orbe encimado de uma Cruz.

Já o Tintinábulo é uma espécie de campanário portátil, composto por uma haste que sustenta um pequeno sino, tendo como timbre o símbolo da Santa Sé (a tiara sobre as chaves cruzadas). Sua função é chamar a atenção dos fiéis para a passagem dos cortejos das Basílicas. Contém ainda a imagem da padroeira e o brasão da Arquidiocese à qual pertence a Basílica. Nas procissões, a umbela vai à frente do tintinábulo e este à frente da cruz processional. (EPC)

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