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Cardeal Camillo Ruini morre aos 95 anos de idade

Ao longo de sua vida, o purpurado italiano exerceu importantes funções dentro da Igreja sendo presidente da Conferência Episcopal Italiana e vigário-geral da Diocese de Roma.

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Roma – Itália (17/06/2026 10:26, Gaudium Press) Na noite da última terça-feira, 16 de junho, o Cardeal Camillo Ruini faleceu aos 95 anos de idade. Ao longo de sua vida, o purpurado italiano exerceu importantes funções dentro da Igreja: foi presidente da Conferência Episcopal Italiana e vigário-geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, além de arcipreste da Basílica de São João de Latrão, entre os anos 1991 e 2008.

O anúncio de sua morte foi feito pelo Cardeal-vigário Baldassare Reina e pelo Conselho Episcopal da Diocese de Roma, que manifestaram sua gratidão “pela longa e frutuosa vida cristã” de Ruini e “por seu serviço à Igreja”. Também se destacou seu trabalho pastoral, que “deixou uma marca profunda por sua inteligência na interpretação da presença dos cristãos na cidade, unindo a isso a responsabilidade de presidente da Conferência Episcopal da Igreja na Itália”.

Mensagem de condolências do Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV enviou um telegrama endereçado ao vigário geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, manifestando que a notícia do falecimento do Cardeal Camillo Ruini suscita em seu coração “sentimentos de viva participação, juntamente com gratidão ao Senhor pelo dom deste estimado homem de Igreja, que viveu com generosidade o seu ministério, primeiro na Diocese de Reggio Emilia-Guastalla em diversos campos do apostolado, depois como Bispo auxiliar, e pelo resto de sua longa vida em benefício desta Diocese e da Igreja italiana”.

Expressando sua proximidade e condolências ao Cardeal Baldo Reina, ao Conselho Episcopal, aos familiares, aos sacerdotes romanos e a todos os fiéis, o Pontífice descreveu o purpurado falecido como um “experiente e sábio irmão, fortalecido por uma Fé profunda, inteligência aguçada e visão de longo alcance, que serviu ao Evangelho e à Igreja com discrição e abnegação”. Ele também ressaltou “seu profícuo trabalho para a Conferência Episcopal Italiana e por um fecundo diálogo com o mundo da cultura”. Por fim, pediu “ao Senhor, pela intercessão da Virgem Maria, que o acolha na Jerusalém celestial e, de coração, concedo a bênção apostólica àqueles que choram a sua partida, com um pensamento de gratidão para com aqueles que o assistiram com cuidado”.

Lucidez ao discernir as transformações políticas e sociais do país

Em nota publicada pela Diocese de Roma se ressalta ainda a lucidez do Cardeal Ruini “ao discernir as transformações políticas e sociais do país, considerou fundamental conduzir as transições culturais com o orgulho da identidade católica, conscientes de serem depositários de um patrimônio de valores que não deve ser escondido, mas preservado e defendido, cumprindo seu lema episcopal Veritas liberabit nos (‘A verdade nos libertará’).”

As condições de saúde do Cardeal Ruini haviam se agravado nos últimos meses, tornando necessária assistência diária em sua residência. O purpurado já havia enfrentado diversos problemas de saúde anteriormente, entre eles um infarto, em julho de 2024, e uma obstrução renal, em 2025, que exigiram sua internação no Policlínico Gemelli, em Roma.

Liturgia fúnebre será presidida pelo Papa Leão XIV

A Diocese de Roma anunciou os detalhes da visita à capela mortuária e do funeral do Cardeal Ruini. A capela mortuária estará aberta a partir do meio-dia de hoje até às 19h e amanhã das 9h às 12h na Capela de Nossa Senhora da Perseverança do Pontifício Seminário Menor Romano.

De acordo com o Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, a liturgia fúnebre com corpo presente será celebrada pelo Papa Leão XIV, juntamente com Sua Eminência os Cardeais, os Arcebispos e os Bispos, às 16h30, da próxima quinta-feira, 18 de junho, na Basílica de São Pedro. (EPC)

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