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Brasil: a Terra da Promessa

Terra de Santa Cruz! Uma nação carregada de desígnios, bênçãos e promessas.

Redação (08/09/2020 15:36, Gaudium Press) “Do Prata ao Amazonas, do mar às cordilheiras…”

Se por um Pedro navegador nasceu a Terra de Santa Cruz; se por um Pedro imperador ela foi libertada às margens plácidas do Ipiranga, foi porque um Pedro pescador não temeu pregar e defender a fé em Cristo Crucificado.

Tanto amor Deus tem por este país que enviou para dar-lhe à luz os navegadores da Ordem de Cristo. Nascido das últimas formas de heroísmo da Cristandade, o Brasil foi batizado poucos dias depois de seu nascimento; desta vez, porém, não foi um batismo com água, mas com o Sangue Divino e Redentor da primeira Missa aqui celebrada.

O solo, imenso e misterioso, era símbolo de sua missão: grandiosa, mas ainda desconhecida. As ondas do mar, serenas e convidativas, prefiguravam o temperamento de um povo manso e acolhedor. A variedade e abundância da fauna e da flora, bem como a fertilidade da terra e a generosidade dos rios, faziam lembrar a promessa de uma terra onde corre leite e mel. Mais tarde a promessa se completaria, pois os filhos dela seriam mais numerosos que as estrelas do céu e que as areias da praia…

Protegida desde o início por grandes padroeiros, do Cabo de Santo Agostinho até a Ilha de Santa Catarina, deu-se a muitas partes os grandes nomes da fé. Deu-se a certo lugar, São Vicente; a outro, São Francisco; mas não faltou na Bahia a ajuda de Todos os Santos. Neste país, que é um verdadeiro Porto Seguro, nunca estará o Cristo Redentor de braços fechados, pois a promessa diz, no fundo de nossas almas, que teremos um dia a Vitória do Espírito Santo.

O Brasil, portanto, é um país fundado sobre a rocha. Sim! Pois Deus disse um dia a Pedro: “Pedro, tu és pedra!”. E é graças a Pedro que o Brasil é um país católico; é graças a Pedro que o Brasil foi descoberto; é graças a Pedro também que o Brasil é um país independente, grande e forte.

Mas… o que seria de nosso país se estivesse fundado sobre pobres mortais como Pedro? Na melhor das hipóteses, seria um traidor como o Príncipe dos Apóstolos. Entretanto, consola-nos pensar que a Terra de Santa Cruz não está fundada sobre mortais, mas na imortalidade de uma Promessa. Assim, ainda que esta nação viesse a trair o próprio Deus, as graças do perdão e da restauração continuariam a pairar sobre ela como pairaram sobre São Pedro, levando-o à conversão.

Essa promessa, portanto, não depende da fidelidade de um ou de outro. Deus a realizará porque assim Ele decretou. Ele suscitará os homens segundo a sua vontade porque, afinal, o Coração Imaculado de Maria deve reinar, e o Espírito Santo vir para renovar todas as coisas.

O Brasil é hoje um “gigante pela própria natureza”; já foi maior por sua fé – é necessário reconhecer –, mas ninguém poderá tirar-lhe o infinito amor que Deus lhe tem.

Por Cícero Leite

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