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Bispos dos EUA pedem para presidente turco reverter decisão de converter Santa Sofia em mesquita

“Desde sua fundação como catedral cristã em 537, Hagia Sophia tem sido um dos grandes tesouros artísticos e espirituais do mundo”, diz a declaração do episcopado norte-americano.

Redação (16/07/2020 11:00, Gaudium Press) Dom José H. Gómez, Arcebispo de Los Angeles e presidente do episcopado americano, preside também o Comitê de Assuntos Ecumênicos da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB). É esta autoridade, que unindo-se “ao Papa Francisco”, expressa “uma profunda tristeza pelo decreto do presidente da Turquia de abrir também conhecida como Hagia Sophia [também conhecida como Santa Sofia] como uma mesquita”.

No dia 10 de julho o Conselho de Estado turco revogou a condição de museu da emblemática igreja bizantina, e pouco depois o presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou que esta se abriria para orações muçulmanas no próximo dia 24 de julho. Quer dizer, novamente se tornaria uma mesquita.

Um símbolo de boa convivência que desaparece

Dom Gómez expressa que Santa Sofia serviu nos últimos anos como símbolo “de boa vontade e convivência entre as comunidades cristã e muçulmana”.

“Desde sua fundação -se lê na declaração- como catedral cristã em 537, Hagia Sophia tem sido um dos grandes tesouros artísticos e espirituais do mundo. Há muitos anos, este belo e apreciado lugar serviu como um museu onde pessoas de todas religiões podem experimentar a presença sublime de Deus”.

“Em nome de nossos irmãos Bispos nos Estados Unidos, pedimos ao presidente Recep Tayyip Erdogan para reverter esta decisão desnecessária e dolorosa e restaurar Hagia Sophia como um lugar de oração e reflexão para todos os povos”, expressou Dom Gómez.

Inúmeras reações contra a medida

Autoridades gregas consideram a transformação uma provocação. Francisco manifestou sua dor pelo fato, após o Ângelus do último domingo. Inclusive autoridades muçulmanas, como Ibrahim Negm, membro do Conselho do grande múfti do Egito, acreditam que a decisão de Erdogan introduz “um perigoso jogo político”. (EPC)

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