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Bispo de Barretos entrega documentos para a causa de beatificação do Pe. André Bortolameotti

Padre André é muito querido por seu trabalho pastoral e social, tendo dedicado a sua vida ao acolhimento dos doentes que iam até a cidade do interior paulista para se tratar no Hospital do Câncer.

Bispo de Barretos

Redação (01/10/2022 14:59, Gaudium Press) No último dia 27, o bispo diocesano de Barretos, Dom Milton Kenan Júnior, esteve no Dicastério para a Causa dos Santos para entregar os documentos da fase diocesana da Causa de Beatificação do Servo de Deus Padre André Bortolameotti.

Com mais de 4 mil páginas, o inquérito reúne artigos, depoimentos, cartas, homilias e escritos do religioso da Congregação de Jesus Sacerdote. A documentação, recebida no Vaticano pelo Monsenhor Giacomo Pappalardo, oficial do Dicastério para as Causas dos Santos, possui também razoável quantidade de conteúdo audiovisual.

O processo teve início devido à fama de santidade do Padre André e seu bom testemunho no exercício do ministério sacerdotal. A fase diocesana da Causa de Beatificação começou em 2016, seis anos após a morte do religioso, em 28 de outubro de 2010, levando mais de seis anos para ser concluída.

A partir de agora, a causa terá como postulador o Frei Romano Gambalunga. A fase pontifícia do Dicastério para as Causas dos Santos não tem prazo definido para se encerrar. Se o veredito for positivo, o Padre André receberá o título de Venerável.

O Servo de Deus André Bortolameotti nasceu em 22 de dezembro de 1919, em Vígolo Vattaro, na Itália, terra natal de Santa Paulina. Em 1933, ingressou na Congregação dos Padres de Jesus Sacerdote, tendo recebido a ordenação presbiteral em 29 de junho de 1943. Veio para o Brasil em 1967 e, em 1984, mudou-se para Barretos, onde permaneceu até a sua morte, aos 90 anos.

Em Barretos, o Padre André é muito querido por seu trabalho pastoral e social, tendo dedicado a sua vida ao acolhimento dos doentes que iam até a cidade do interior paulista para se tratar no Hospital do Câncer, hoje conhecido como Hospital do Amor. Ele foi o idealizador do Alojamento Madre Paulina, de quem era grande devoto, a fim de acolher as pessoas que precisavam de tratamento e não tinham onde ficar. Teve uma atuação marcante também junto aos encarcerados, os quais visitava regularmente, ministrando-lhes os sacramentos.

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