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“Aumentemos o número de Missas”, diz Bispo que não parou as celebrações na pandemia

“Já que vão restringir a mobilidade, façamos o mesmo que fazíamos antes, mas como os grupos serão menores, aumentemos o número de missas”, afirmou Dom Juan Antonio Reig Plá, Bispo de Alcalá de Henares.

Espanha – Alcalá de Henares (20/07/2020 15:00, Gaudium Press) A Diocese de Alcalá de Henares, na Espanha, não suspendeu suas Missas pela pandemia de coronavírus. Obviamente foram tomadas medidas de precaução; mas as Missas não foram suspensas.

“Havia alguma dificuldade, nesses textos oficiais, para que o culto pudesse ser celebrado nas igrejas? Nenhuma. Por isso, eu disse aos sacerdotes: já que vão restringir a mobilidade, façamos o mesmo que fazíamos antes, mas como os grupos serão menores, aumentemos o número de missas, se necessário”, afirmou Dom Juan Antonio Reig Plá, Bispo de Alcalá, em entrevista ao ‘Mundo Cristiano’.

Custodiar o direito dos fiéis, e proteger a liberdade da Igreja

O que se buscava? “Manter o direito dos fiéis”, aqui entendido como os sacramentos da Santa Mãe Igreja. E também “colocar em evidência a liberdade da Igreja” pois “ao ceder em uma parte, acaba se cedendo em tudo”, manifestou Dom Reig Plá.

O que o Bispo de Alcalá entende como ‘liberdade da Igreja’? É a “liberdade da Igreja na sociedade, sempre com um olhar atento às disposições de caráter sanitário, de precaução. Os sacerdotes desinfetam os bancos, limpam o chão, os vasos sagrados”, indica.

Nenhum sacerdote morto por Covid-19 em paróquias

Na Diocese de Alcalá, dois sacerdotes idosos morreram por circunstâncias diferentes ao Covid-19, e sete jesuítas faleceram na residência comunitária dos idosos dessa comunidade: “Tem sido difícil por lá”. Mas de seus sacerdotes em paróquias, nenhum morreu. Estes últimos inclusive foram convocados para realizar um teste e detectar se tinham coronavírus e, assim, evitar a propagação e novos contágios.

Lhe surpreende que o comparecimento ao templo não tenha sido considerado como trabalho essencial, pois entende que é “o mais essencial” para os fiéis durante a “agonia”.

A pandemia nos recorda a debilidade humana, disse o Bispo: “O Senhor permite estas coisas para nossa reflexão, para que consideremos como estamos vivendo ou que critérios orientam nossas vidas”. Este também é “um tempo de graça, porque o Senhor é o único que pode tirar o bem do mal”.

Também disse que a pandemia é uma ocasião para se questionar sobre o “individualismo”, aquele que se “propõe para que a pessoa viva autônoma, desvinculada inclusive de seu próprio corpo (pode fazer com ele o que quiser), da família, da tradição, de Deus” e “de sua pátria”. E convida a “reconsiderar o valor de toda a vida humana”.

Crítica ao projeto de reforma educativa

Não deixou de criticar o atual projeto de reforma educacional do ministro Celaá, que considera “tendencioso ideologicamente”. E o fato de estar sendo tramitado durante esses dias de restrições, “ainda manifesta mais essa vontade de colocar um espartilho ideológico na liberdade dos pais; sobre o tipo de religião; e respeito ao que é procurar que haja uma maior amplitude de consenso com os diferentes partidos”. (EPC)

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