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Ataques contra igrejas no Chile fizeram parte de ritual satânico, assegura exorcista

Segundo o Padre Luis Escobar, são abundantes os sinais satânicos presentes nesses atos, o que destaca a existência de um forte vínculo identitário satanista entre os indivíduos que os perpetraram.

Chile – Santiago (26/10/2020 16:00, Gaudium Press) Por ocasião dos ataques contra duas igrejas no centro de Santiago do Chile, ocorridos no dia 18 de outubro -quando a igreja da Assunção e a igreja de São Francisco de Borja foram queimadas- o Padre Luis Escobar, exorcista da Diocese de Rancagua, enviou uma análise dos fatos para o site Portaluz.

Afirma o sacerdote que há abundantes “sinais satânicos” nesses atos, o que destaca que existe um forte vínculo identitário satanista entre os indivíduos que os perpetraram.

Uma catequese satânica

O Padre Escobar expressa ainda que lhe chamaram a atenção fotos e vídeos que circulam pelas redes. Com base em sua interpretação, há uma verdadeira “catequese satânica” que se expressa nesses vídeos e que busca ser validada.

Confira abaixo a carta integral do sacerdote. Os subtítulos são nossos:

Não é por acaso que no início das celebrações na Praça Baquedano pintaram de vermelho a estátua do General Baquedano. Não esqueçamos que este lugar é um túmulo histórico, pois ali estão enterrados os restos mortais de um soldado de identidade desconhecida que defendeu o Chile durante a Guerra do Pacífico.

Danças de demônios já conhecidas

Sobre este mesmo lugar se caminhavam dançarinos vestidos de vermelho e fantasiados de demônios, tanto homens como mulheres; dançavam emulando de forma enganosa um baile religioso tradicional do planalto chileno-boliviano-peruano que honra a Santíssima Virgem Maria.

Essas danças religiosas, conhecidas como ‘diabladas’, revelam a magnificência de Maria, diante da qual até os demônios se rendem em sua presença. Não era o que esta dança augurava na Praça Baquedano de Santiago. Foi depois disso que ocorreu o início da profanação e a queimada de duas igrejas próximas.

Na primeira delas, foram destruídos símbolos religiosos relevantes para os cristãos católicos chilenos, como a imagem de Nossa Senhora do Carmo Rainha e Padroeira do Chile, cuja imagem sagrada acabou decapitada entre as chamas. Junto com a imagem de sua mãe, a imagem do Sagrado Coração de Jesus também foi violada. Fogo, gritos de zombaria e ódio precediam este ato ignominioso.

Não satisfeitos com isso, eles atacaram uma segunda igreja, dedicada a nada menos do que a Assunção de Maria, simbolizada em uma torre de agulha que se eleva ao céu como um sinal de Maria subindo à presença de Deus. Da mesma forma que foi incendiada e em sua queda, a televisão aberta chilena transmitiu ao vivo os gritos e aplausos de uma multidão eufórica que gesticulava e gritava por ter alcançado tamanha audácia maligna. Nesse ponto, a catarse do ritual retomou seu vigor com gritos de: viva o demônio.

Uma ‘liturgia’ em honra ao demônio

Pelos antecedentes fornecidos pela história do culto a Satanás no Chile, pelas evidências dos acontecimentos recentes e pelo conhecimento que compartilho com meus irmãos exorcistas, nos já mencionados ataques às igrejas no Chile em 18 de outubro de 2020 houve um ritual satânico. Liturgia em homenagem a Satanás que começou com danças representando a algazarra dos demônios, culminando com a profanação dos templos e das imagens de Maria Santíssima.

Um ritual satânico requer a profanação dos elementos sagrados da Igreja, geralmente a Eucaristia, os sacramentais ou as imagens religiosas; seja para destruí-las ou para serem usadas em outros atos que simbolizem uma ofensa a Deus. Queimar a igreja de São Francisco de Borja é um ato que vai além do anarquismo, além de ofender e agredir a instituição policial.

Satanás e seus seguidores se servem dos incautos, estimulando a euforia do ódio, da violência e a soberba, como condimento para este ritual dedicado ao demônio que pretende deixar uma marca como mensagem: Morte ao Nazareno; frase pretensiosa que o diabo costuma utilizar para se dirigir a Jesus.

A intenção era ofender Nossa Senhora

Mas o ritual, esta catequese satânica que foi possível ver ao vivo pela televisão, exigia ofender Maria. É muito significativo que tenham escolhido queimar a Paróquia da Assunção, já que o último dogma mariano declarado pela Igreja é a Assunção de Maria aos céus, triunfante e gloriosa diante de Deus.

Aliás, é algo que gera ódio ao demônio e por isso seus seguidores o ritualizam derrubando a torre de agulha daquela Paróquia que se ergue em direção ao céu, representando Maria, assunta em corpo e alma. Hoje continua a catequese demoníaca com convites para demonizar no dia 25 de outubro, com ofensas e obscenidades contra o religioso, pseudo-argumentando: a única Igreja que ilumina é a que arde.

Como neutralizar todo esse culto? Amar a Deus acima de todas as coisas, optando por uma vida centrada em Cristo, vencedor do mal, sustentada em uma permanente vida sacramental e de oração. Sobretudo, com um grande amor pela Eucaristia, que nos levará a reconhecer também a Cristo no irmão e mais ainda, orando pelos nossos inimigos. A oração frequente de uma igreja ferida e sofredora que se abandona em Cristo é o brado que podemos elevar ao céu.

Não se engane, pois essa oração está chegando a Deus. Os exércitos do céu lutam conosco. Lembrem-se da Cruz, tudo parecia derrotado, escurecia, todos se dissiparam, estavam cheios de tristeza, caminhavam para Emaús e escurecia cada vez mais; mas quando Cristo apareceu e se ofereceu ao partir o pão, seus olhos se abriram e eles se encheram de alegria porque puderam reconhecer que nunca estiveram sozinhos.

Nesta batalha com as armas da Fé, não esqueçamos de Maria Santíssima. Ela é a intercessora por excelência e também nossa Mãe. Ele nunca nos abandona e nos protege do poder das trevas. (EPC)

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