As vaidades do mundo
As coisas do mundo são efêmeras, o que importa é a eternidade.

Imagem de Kampus no Magnific
Redação (26/08/2026 15:29, Gaudium Press) Que será de nós no fim, se já tão cedo somos tíbios?
Ai de nós, se assim procuramos repouso, como se já estivéssemos em paz e segurança, quando nem sinal aparece em nossa vida de verdadeira santidade.
Bem necessário nos seria que nos instruíssemos de novo, como bons noviços, nos bons costumes; talvez que assim houvesse esperança de alguma emenda futura e maior progresso espiritual.
“Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 1,2), exceto amar a Deus e só a Ele servir. A suprema sabedoria consiste em tender ao reino dos céus pelo desprezo do mundo.
Vaidade é, pois, amontoar riquezas perecíveis e nelas pôr a sua confiança.
Vaidade é também ambicionar honras e desejar posições de destaque.
Vaidade é seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo qual, depois, serás severamente castigado.
Vaidade é desejar longa vida e não cuidar de que seja boa.
Vaidade é preocupar-se só com a vida presente e não prever o que há de vir depois.
Vaidade é amar o que tão depressa passa e não buscar pressuroso a felicidade que sempre dura.
Lembra-te com frequência do provérbio: “Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir” (Ecl 1,8). Procura, pois, desviar teu coração das coisas visíveis e transportá-lo às invisíveis.
Porque os que seguem a própria sensualidade mancham a consciência e perdem a graça de Deus.
KEMPIS, Tomás de. Imitação de Cristo. 28 ed. São Paulo: Paulus, 1979, p. 43-44.





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