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As profecias de Nossa Senhora e o tesouro que Deus nos deixou

Em suas aparições, Nossa Senhora falou sobre os castigos que viriam, mas, é preciso lembrar que, em nenhuma delas, Ela afirmou que esses flagelos aconteceriam, irrevogavelmente.

Foto: Cathopic/rizos_01.

Redação (18/07/2022 18:03, Gaudium Press) Vivemos um momento extremo e a impressão que se tem é de que o ser humano ultrapassou todos os limites, experimentou em grau máximo todos os pecados e que só nos resta esperar pelos castigos anunciados. Há quem acredite no fim do mundo, outros, em uma grande purificação, quando pereceria grande parte da humanidade. O mundo atingiu as raias da ingovernabilidade e quase não restam saídas; soluções humanas já não são suficientes para debelar as crises em que estamos mergulhados.

Temos presenciado o cumprimento, no todo ou em partes, de muitas profecias, desde aquelas anunciadas nas Sagradas Escrituras, até as reveladas aos santos. Se fôssemos fazer um levantamento de todas, tomando apenas as reconhecidas oficialmente pela Igreja, encheríamos páginas e mais páginas e não esgotaríamos o assunto. Apenas para nos situarmos, vamos rememorar algumas das profecias de Nossa Senhora, em suas aparições.

Nossa Senhora do Bom Sucesso, Equador, 1594:
“Quanto ao sacramento do matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. […] Nesse período, haverá grandes calamidades físicas e morais, públicas e privadas. Nesses tempos infelizes, o luxo desenfreado conquistará inúmeras almas frívolas e as perderá.”

Nossa Senhora de La Salette, França, 1846:
“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra! Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus. […] Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.”

Foto: Cathopic/airam.

Nossa Senhora de Fátima, Portugal, 1917:
“A Rússia espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o santo padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.”

Nossa Senhora de Akita, Japão, 1973:
“O Pai infligirá um castigo terrível a toda humanidade. Será um castigo mais severo que o dilúvio, como nunca houve antes. Fogo cairá do céu e exterminará uma grande parte da humanidade, tanto bons como maus, não poupando nem os sacerdotes nem os fiéis. Os sobreviventes se encontrarão em tal desolação que invejarão os mortos.”

Mas, por que precisamos viver nessa agonia, nessa aflição, esperando por um castigo? Se Deus é amor, porque reservaria Ele tantos males para os seus filhos? Esta pergunta pode dar indícios da crença em um Deus incompleto, um Deus apenas misericordioso. No entanto, fonte de toda a misericórdia, em sua completude, Deus é também justo e é do conjunto de sua justiça e de sua misericórdia que nos preparou, de diversas maneiras, para tudo o que haveria de vir.

Em suas aparições, Nossa Senhora falou sobre os castigos que viriam, mas, é preciso lembrar que, em nenhuma delas, Ela afirmou que esses flagelos aconteceriam, irrevogavelmente. Ela sempre condicionou crime e castigo, mas com a atenuante de que tais calamidades não ocorreriam se os homens se arrependessem, se convertessem, rezassem, fizessem penitência e mudassem de vida.

Foto: Pixabay/Gordon Johnson.

Diante dos avisos, os homens dobraram a aposta

Mas, o que fizeram os homens? Arrependeram-se? Converteram-se? Rezaram? Fizeram penitência? Mereceram a misericórdia de Deus pela mudança de comportamento, como fizeram os ninivitas? Não. Já completamente enredados pela teia do pecado, habilmente fiada pelas garras do demônio, os homens simplesmente dobraram a aposta, pagaram para ver. E estão vendo. E verão muito mais. E, infelizmente, perecerão justos e injustos, bons e maus, fiéis e infiéis.

Deus criou um mundo perfeito e, não tivesse entrado nele o pecado, ainda hoje viveríamos as delícias do Jardim do Éden. No entanto, quando Deus se encarnou entre nós e deu a sua vida por nós na infame cruz, Ele nos mostrou que tudo poderia ser diferente e que este mundo poderia ser perfeito, dependia de nós.

Foto: Cathopic/Valle GB.

O tesouro que Deus nos deixou

Para isso, Ele nos deixou um tesouro excelso, a Santa Igreja Católica. A Igreja representa a voz e o justo juízo de Deus e, se a seguirmos e se ela não se desviar do sagrado papel a ela designado por Nosso Senhor Jesus Cristo, ela nos fornecerá as diretrizes para uma vida santa e para a restauração do mundo e da humanidade.

Talvez, nós, católicos, não tenhamos a exata dimensão da Igreja, como tem o seu maior inimigo, o demônio, por isso, ele a persegue, por isso ele tenta desvirtuá-la, desacreditá-la e destruí-la e, para atingir os seus propósitos, ele se utiliza de diferentes estratégias, ora tentando explodi-la, de fora para dentro; ora tentando esvaziá-la e ora tentando implodi-la, para que, num processo autofágico, ela se consuma a si mesma.

Por Afonso Pena

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