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As aparições de Fátima e a Graça

Nossa Senhora está à espera de derramar graças ainda mais copiosas que as que houve no passado. O que devemos fazer para obter e corresponder a elas?

Redação (13/10/2020 15:16, Gaudium Press) Desde a primeira aparição em Fátima, a 13 de maio de 1917, Nossa Senhora anunciou que faria um milagre no dia 13 de outubro do mesmo ano, ao meio-dia, para que todos cressem nas palavras dos videntes. [1]

Por que a Mãe de Deus tivera essa preocupação? Ela bem sabia que o único meio para fazer com todos aderissem com fé às revelações era através do auxílio da graça divina, uma vez que o homem é incapaz de praticar um ato sobrenatural, sem o auxílio da graça, como o afirma São Tomás de Aquino. [2]

Então, qual era o papel do milagre? Deus opera milagres para a utilidade do homem, mas o milagre de si não converte ninguém, o que converte é a aceitação à graça que vem acompanhada dele. Entretanto, como o homem tem sua parte material, que exige sempre seu tributo, o fato de presenciar algo extraordinário, como uma suspensão, ainda que temporária, das leis da natureza, pode servir de excelente veículo da graça, produzindo frutos mais intensos na alma, e mantendo mais viva sua lembrança.

A terceira parte do Mensagem de Fátima foi revelada em 13 de julho de 1917 aos três pastorinhos na Cova da Iria e transcrita pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.

Assim, no dia e hora marcados, reuniram-se 50 a 70 mil pessoas na cova da Iria para verificar a realização do prodígio. Logo que os pastorzinhos chegaram, apareceu-lhes Maria Santíssima e disse-lhes, entre outras coisas: “Eu sou a Senhora do Rosário, que continuem a rezar o terço todos os dias.” [3] Depois disso, apenas Lúcia viu Nosso Senhor transido de dores, como a caminho do Calvário e Nossa Senhora das dores, mas sem a espada. Por fim, a Virgem apareceu aos três sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo, como Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao Colo.

Ao término dessas grandiosas visões, operou-se o milagre do Sol.

Chovera durante toda a aparição. Lúcia, ao término de seu colóquio com Nossa Senhora, gritara para o povo: — Olhem para o sol! Então rasgaram-se as nuvens e o sol apareceu como um imenso disco luminoso. Apesar de seu intenso brilho, podia ser olhado diretamente sem ferir a vista. As pessoas o contemplavam absortas quando, de súbito, o astro se pôs “a dançar, a bailar; parou outra vez e outra vez começou a dançar, até que por fim pareceu que se soltasse do céu e viesse para cima da gente” [4] , segundo a descrição de um dos presentes.

Terminaram assim as visões de Fátima. Após tais prodígios, todos se entreolhavam perturbados. Em seguida, a alegria explodiu: —Milagre! As crianças tinham razão! Os gritos de entusiasmo ecoavam pelas colinas adjacentes e muitos notavam que sua roupa, encharcada alguns minutos antes, estava completamente seca.

Como nota dominante das Aparições e dos Segredos de Fátima está o pedido de conversão que a misericordiosa Mãe de Deus fez à humanidade pecadora. Conversão essa que não chegou a se realizar.

Os prodígios não faltaram, as graças foram derramadas, o que faltou, então? A correspondência às graças que Nossa Senhora derramou. E Ela mesma apresentou o remédio: a oração do Santo Rosário. As graças só são obtidas e correspondidas por meio da oração e do intermédio da Santíssima Virgem Maria. O Rosário é a oração mariana que mais agrada a Nosso Senhor Jesus Cristo, pois o louvor que Ele recebe é enriquecido pela mediação de sua poderosíssima Mãe.

Neste tempo de pandemia, tenham o Rosário nas mãos, invoquem a Virgem do Rosário de Fátima, reze por nós, por todas as pessoas, pediu o Papa.

Abandonemo-nos à oração e encontraremos o mais suave dos bálsamos, sigamos o que nos ordenou Nossa Senhora e seremos inundados de sua bondade e proteção. Sejamos gratos a tantos benefícios que d’Ela recebemos e retribuamos de alguma forma. Em uma palavra, sejamos filhos, que Ela saberá ser Mãe.

Por Odair Ferreira

[1] WALSH, William Thomas. Nossa Senhora de Fátima. 2.ed. São Paulo: Melhoramentos, 1949, p.134.
[2] Cf. S. Th. I-II. q. 109 a. 2.
[3] CLÁ DIAS, EP, João Scognamiglio. Fátima. O meu Imaculado Coração triunfará!”. São Paulo: Parma, 2005, p.32.
[4] DE MARCHI, ICM, João M. Era uma Senhora mais brilhante que o sol. 8.ed. Fátima: Missões Consolata, 1966, p.201.

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