Arquidiocese de Jacarta destaca a escuta e a humildade como pilares do trabalho catequético
Durante retiro na Arquidiocese de Jacarta, agentes pastorais foram incentivados a aprender com a vivência de outras comunidades e a colocar a escuta atenta no centro da ação catequética.
Foto: Pixabay/Yerson Retamal.
Jacarta – Indonésia (27/08/2026 12:21, Gaudium Press) Durante um retiro para professores de catequese realizado na Arquidiocese de Jacarta, na Indonésia, os agentes pastorais locais refletiram sobre o ministério catequético ao serem convidados a praticar a escuta e ao aprendizado por meio das experiências pastorais de outras comunidades católicas.
O encontro, realizado na Gruta de Nossa Senhora do Tritis, foi organizado pela Comissão Catequética da Arquidiocese de Jacarta (KAJ), e incluiu em sua programação uma visita à Gruta de Nossa Senhora do Rosário em Ngijorejo, localizada no interior da área pastoral da Paróquia de Bandung.
A escuta atenta como base da comunicação e do ensino
Um dos palestrantes, o Padre Carolus “Uut” Putranto Tri Hidayat Pr, chefe da Comissão Catequética da KAJ, afirmou aos participantes que a comunicação eficaz começa pela escuta atenta e por uma resposta adequada, e que este mesmo princípio pode ser aplicado ao trabalho catequético.
O sacerdote ressaltou que em vez de se basear apenas no conhecimento dos materiais catequéticos, um catequista deve escutar as experiências, perguntas, dificuldades e dúvidas das pessoas. Segundo ele, essa escuta ajuda os catequistas a compreenderem as pessoas que acompanham e a responderem às suas necessidades com maior humildade.
Aprendizagem além das fronteiras e o combate ao ego pastoral
Já o diretor da Divisão de Classes Católicas da Arquidiocese de Jacarta, Frans Widiyanto, abordou a aprendizagem além das fronteiras diocesanas, recordando aos participantes que eles viajaram para Gunungkidul não para um passeio, mas para aprender com as experiências pastorais de outra Igreja local.
Um dos principais palestrantes foi o Padre Laurentius Suhar Dwi Prasetya, que atuou por 12 anos na Comissão Catequética da Arquidiocese de Semarang. Para ajudar os participantes a refletir sobre as qualidades de um bom catequista, ele utilizou quatro imagens, enfatizando que um catequista não deve permitir que o ego pessoal se torne o centro do seu ministério.
Humildade e diálogo: o catequista como ponte de Fé
Tendo a humildade como tema central, as imagens apresentadas pelo Padre Prasetya exploram como os catequistas podem se relacionar com os outros, aceitando as diferenças, respondendo às opiniões divergentes e compreendendo seu papel como servos enviados para proclamar a Fé.
Ele ressaltou que o catequista não é o centro da proclamação e que eles proclamam a Fé não apenas através de lições, mas também pela maneira como escutam, acolhem os outros, respondem às diferenças e servem com alegria. “Os catequistas são chamados a se tornarem pontes que criem espaço para o diálogo e o encontro”, exortou.
A mensagem que o retiro deixou aos participantes é que a catequese eficaz exige não apenas falar sobre a Fé, mas também ouvir como a Fé é vivenciada pelas pessoas em diferentes comunidades. Um bom catequista deve estar disposto a aprender, dar espaço aos outros e abordar o ministério com humildade. (EPC)






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