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Argentina celebra seus primeiros beatos mártires

Os primeiros mártires argentinos foram beatificados no último sábado, 02 de julho, em uma cerimônia celebrada na diocese de Nueva Orán, pelo Cardeal Semeraro

Redação (03/07/2022 07:00, Gaudium Press) Aconteceu na diocese argentina de Nueva Orán, a beatificação dos primeiros mártires do país. São eles os sacerdotes Pedro Ortiz de Zárate e Juan Antônio Solinas.

A Missa foi presidida pelo prefeito do dicastério para a causa dos santos, o Cardeal Marcello Semeraro, às 10 horas do horário local.

Também participaram da celebração, o núncio apostólico na Argentina, Mons. Miroslaw Adamczyk, o Bispo de Nueva Orán, Mons. Antônio Scozzina e mais outros 24 Bispos da Argentina.

Durante a cerimônia foi lida a carta apostólica do Papa Francisco que declara os dois sacerdotes beatos. A memória litúrgica dos beatos será celebrada no dia 27 de outubro, dia no qual os bem-aventurados conheceram o martírio.

O padre Pedro Ortiz de Zárate e o jesuíta Juan Antônio Solinas são conhecidos como os mártires de “Zenta”, nome do vale onde foram mortos pelos indígenas.

“Foi o impulso missionário que os levou a um encontro mútuo. Juntos, eles se colocaram a serviço do Evangelho e foram fiéis até o derramamento de sangue”, disse o Cardeal Marcello Semeraro.

Pedro Ortiz de Zárate

Pedro Ortiz de Zárate, nasceu no dia 29 de junho de 1622, na cidade argentina de Jujuy. Educado em uma família de notáveis,  fundadora da cidade e muito piedosa, Pedro se sentiu desde pequeno atraído pelo sacerdócio. Contudo, aos 17 anos se casou e teve dois filhos.

Após dez anos de casamento, Pedro ficou viúvo. Ele decide então entrar pelas vias do sacerdócio. Foi ordenado sacerdote, em 1657, e assumiu a paróquia de Jujuy durante 24 anos.

Juan Antonio Solinas. Fonte: Wikipedia

Juan Antonio Solinas

Juan Antonio Solinas nasceu na Sardenha, na Itália, em 1643. Ingressou no noviciado da Companhia de Jesus, em 1663 e foi ordenado em 1673.

No ano seguinte, Juan Antonio Solinas partiu para evangelizar os povos indígenas no norte da Argentina e no sudeste da Bolívia.

O Martírio

Em 1683, uma expedição de paz foi criada para tomar contato com a população autóctone, no norte da Argentina.

Os dois sacerdotes, Pedro Ortiz e Solinas, acompanhados por mais 18 outros leigos, empreenderam os primeiros contatos com a população indígena.

Porém, uma centena de indígenas das tribos dos Tobas e dos Moscovis atacaram o acampamento dos missionários.

Os sacerdotes recusaram a intervenção dos soldados espanhóis pois disseram: “Nós viemos converter os infiéis, e não matá-los”. Os dois missionários e mais os 18 leigos, entre os quais, alguns indígenas convertidos foram mortos no dia 27 de outubro de 1683, no vale de Zenta. (FM)

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