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Arcebispo de São Francisco: Presidente da Câmara de Representantes dos EUA deve desculpas aos eleitores pró-vida

Nancy Pelosi declarou que os eleitores religiosos pró-vida seriam capazes de vender a democracia americana.

Redação (25/01/2021 12:16, Gaudium Press) Mons. Salvatore Cordileone, arcebispo de São Francisco, nos EUA, refutou fortemente as declarações da presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi – que afirma ser católica – a qual, em um podcast da ex-senadora Hillary Clinton, acusou eleitores religiosos pró-vida de serem capazes de vender a democracia americana por suas convicções pró-vida.

“Nancy Pelosi não fala pela Igreja Católica”, esclareceu o prelado, que também lamentou o derramamento de sangue que produz o aborto em seu país: “Nossa terra está encharcada com sangue dos inocentes, e esse derramamento deve ser estancado”.

O arcebispo Cordileone enfatiza o ensino ininterrupto da Igreja em defesa da vida humana nascente: “E sobre a questão da igualdade de dignidade da vida humana no útero, Pelosi também se manifesta em direta contradição com um direito humano fundamental que o ensino católico tem defendido constantemente por 2.000 anos”.

‘Direito de escolher’: cortina de fumaça

Sobre a expressão de Pelosi de “direito de escolher” entre o aborto ou não, ele afirmou que essa expressão é “uma cortina de fumaça para perpetuar toda uma indústria que se beneficia de um dos males mais atrozes”.

Mons. Cordileone também criticou a demasiada suficiência de Pelosi sobre seu conhecimento acerca das motivações que levaram as pessoas a votar em Trump: “Há muitas questões de consequências morais muito graves que os católicos devem pesar na consciência quando votam”, expressou.

Depois de manifestar seu apoio à declaração do arcebispo de Los Angeles à posse de Biden, Mons. Cordileone afirmou que o chamado à unidade do novo presidente americano em seu discurso de posse não combina com o ataque de Pelosi aos eleitores pró-vida: “Ela deve desculpas a esses eleitores”, disse ele.

O argumento do arcebispo de São Francisco lembra as palavras que Bento XVI dirigiu à própria Pelosi quando a recebeu em 18 de fevereiro de 2009. Naquela ocasião, o Pontífice Alemão explicou-lhe: “a lei moral natural e o constante ensino da Igreja sobre a dignidade da vida humana desde a concepção até a morte natural impõem a todos os católicos, especialmente os legisladores, juristas e responsáveis pelo bem comum da sociedade, que devem cooperar com todos os homens e mulheres de boa vontade para promover um ordenamento jurídico justo que proteja a vida humana em todas as etapas de seu desenvolvimento”. (VIS)

Com informações Infocatólica.

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